Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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As novas regras de registro impostas por Israel para a atuação de organizações não governamentais internacionais na Faixa de Gaza podem deixar centenas de milhares de palestinos sem cuidados de saúde vitais em 2026.

A denúncia foi feita nesta segunda-feira (22/12) pela Médicos Sem Fronteiras (MSF), segundo a qual, “as novas exigências podem levar à revogação dos registros dessas ONGs a partir de 1º de janeiro”, colocando em risco o oferecimento de serviços essenciais à população de Gaza e da Cisjordânia.

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“Se perdermos o acesso a Gaza em 2026, devido às autoridades israelenses, grande parte da população perderá acesso a cuidados médicos essenciais, água e apoio vital no território”, afirmou a MSF em comunicado, informando que suas atividades atendem a quase meio milhão de pessoas no enclave.

“Somente em 2025, realizamos quase 800 mil consultas ambulatoriais e tratamos mais de 100 mil pacientes com traumas”, disse a MSF, que espera conseguir o novo documento de acesso a Gaza para “continuar fortalecendo” suas “atividades no enclave em 2026”.

Bebês em incubadora no hospital Al Helou, no norte de Gaza
Joanne Perry/MSF

A organização lembra que, com o sistema de saúde em Gaza, “a perda de acesso de organizações humanitárias independentes e experientes para responder à situação seria um desastre para os palestinos”. Assim, apelou às autoridades israelenses que permitam que as ONGS “possam manter e continuar seu trabalho imparcial e independente em Gaza”.

“A resposta humanitária, que já é restrita, não pode ser ainda mais desmantelada”, acrescentou.

A preocupação da organização médica não é isolada, já que, segundo a rádio RFI, 14 ONGs já foram impedidas de entrar em Gaza pelas forças de Israel, que seguem ameaçando reduzir drasticamente o trabalho destas entidades na região através de um novo tipo de registro.

(*) Com Ansa