Sábado, 7 de março de 2026
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A coalização política que sustenta o atual governo de Israel está em crise. O partido ultraortodoxo United Torah Judaism, da base do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ameaçou nesta quarta-feira (04/06) apoiar a moção apresentada pela oposição israelense para dissolver o Parlamento.

O partido pressiona a gestão do premiê pela isenção de jovens ultraortodoxos do alistamento militar.

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A proposta apresentada pelo partido opositor Yesh Atid, liderado pelo ex-premiê Yair Lapid, será votada na próxima semana. Para ser aprovada, ela precisa do apoio de 61 dos 120 deputados do Parlamento israelense. Ao justificar a moção, Lapid sintetizou: “este Knesset está acabado; não tem para onde ir”.

Por conta da guerra, o Supremo Tribunal de Israel decidiu, em 2024, que estudantes de seminários religiosos, tradicionalmente dispensados dessa obrigação, deveriam se alistar. A medida geração forte reação dos partidos ultraortodoxos que agora exigem que seus integrantes continuem isentos do serviço militar.

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Alistamento

Com sete assentos no Knesset, o United Torah Judaism anunciou que votará a favor da dissolução do Parlamento caso não haja acordo para aprovar a isenção dos jovens ultraortodoxos do alistamento militar. Seu aliado, o partido Shas, detém outros 11 assentos.

Juntos, eles são essenciais para manter a maioria da coalizão liderada por Netanyahu. Ele está há 17 anos no poder, considerando seus três mandatos (1996-1999, 2009-2021 e desde 2022), e enfrentará novas eleições em 2026.

A pressão sobre o primeiro-ministro israelense se agrava com pesquisas que indicam derrota da coalização governista, caso houvesse eleições neste momento. E ganha contornos ainda mais graves com o prolongamento do genocídio em Gaza, frente às pressões externas e internas; e os constantes embates com o Hezbollah na fronteira com o Líbano, que exigem cada vez mais o alistamento militar dos jovens israelenses.