Israel viola cessar-fogo com novos ataques em Gaza matando seis palestinos
Hamas acusa forças sionistas de incinerar tendas de refúgio e enterrar corpos coletivamente enquanto ataques continuam na Cisjordânia ocupada
Pelo menos seis palestinos foram mortos e outros 16 ficaram feridos em novos ataques israelenses na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do enclave. Dois corpos também foram recuperados dos escombros de ataques sionistas anteriores, disse o ministério em um comunicado publicado no Telegram.
Hazem Qassem, porta-voz do Movimento Hamas, também confirmou nesta quinta-feira (04/12) que a ocupação de Israel continua a cometer massacres contra o povo do Hamas na Faixa de Gaza, atacando civis, incinerando suas tendas de refúgio com civis ainda no interior, intensificando a demolição das casas restantes em Gaza e mantendo o fechamento da passagem de Rafah.
O porta-voz do grupo de resistência também instou aos mediadores, aos Estados garantes e às partes relevantes que se reuniram em Sharm El-Sheikh para que exerçam forte pressão sobre a ocupação a fim de que cesse as violações do acordo e cumpra seus compromissos, principalmente a abertura da passagem de Rafah em ambos os sentidos.
Segundo o Ministério da Saúde, um total de 366 palestinos foram mortos e 938 ficaram feridos pelas forças israelenses no enclave desde o cessar-fogo de 10 de outubro. A guerra genocida de Israel contra Gaza matou 70.125 palestinos e feriu outros 171.015 desde 7 de outubro de 2023, concluiu o comunicado.
Paralelamente, na Cisjordânia ocupada, colonos sionistas armados atacaram e feriram sete palestinos em uma ofensiva entre a cidade de Halhul e a cidade de Beit Ummar, ao norte de Hebron, na região ocupada. A agência de notícias Wafa informou que as Forças de Israel do assentamento ilegal de Karmei Tzur atacaram um grupo de agricultores com pedras, porretes e spray de pimenta, numa tentativa de chegar a terras palestinas na região de Wardan. Os civis feridos foram levados de ambulância para o Hospital Governamental Mahmoud Abbas em Halhul.

Pelo menos seis palestinos foram mortos e outros 16 ficaram feridos em novos ataques israelenses na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do enclave
RS/Fotos Públicas
Em comunicado, o grupo palestino Hamas também condenou as forças armadas de Israel por, supostamente, terem usado tratores para enterrar os corpos de palestinos mortos em Gaza em valas comuns, atos que constituem crimes de guerra e tentativas de apagar vestígios do genocídio.
“Tais atrocidades… não são incidentes isolados, mas crimes de guerra e ataques sistemáticos perpetrados diante dos olhos do mundo, em total desrespeito ao direito internacional”. O grupo instou o Tribunal Penal Internacional, o Tribunal Internacional de Justiça e outros órgãos jurídicos a documentar os “crimes hediondos” e a processar os responsáveis.
O Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros Palestinos (ASRA) afirma que as forças israelenses detiveram pelo menos 13 palestinos desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (04/12), em meio a uma campanha de prisões em toda a Cisjordânia ocupada.
O ex-prisioneiro Bajis Nakhla foi preso no campo de refugiados de Jalazone um mês após ser libertado da prisão administrativa. Ele havia passado mais de 22 anos em prisões israelenses. Dois ex-prisioneiros também foram presos novamente em Hebron, e suas casas foram alvo de buscas. As forças armadas israelenses também invadiram a cidade de Nablus e as aldeias vizinhas, prendendo três jovens de Madama.
























