Jovem palestino é assassinado a tiros por soldados israelenses no sul de Gaza
Israel segue atacando e evacuando civis enquanto Trump convida países a formar 'Conselho da Paz' como parte do plano de cessar-fogo
Mais um adolescente palestino foi assassinado pelas forças israelenses nesta segunda-feira (19/01), em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo estabelecido desde outubro passado. De acordo com a agência de notícias WAFA, o jovem Hussein Abu Sabba, de 17 anos, não resistiu aos ferimentos após ser baleado pelas tropas do regime sionista perto da área de Al-Tahliya.
Em paralelo, vários palestinos também ficaram feridos quando um drone israelense atingiu um grupo de civis perto da rotatória oeste em Beit Lahia, no norte do enclave.
De acordo com a agência independente Palestinian Information, aviões da ocupação israelense lançaram panfletos exigindo evacuação na região leste de Khan Younis, fato que provocou “pânico generalizado” entre os moradores, estes que foram repetidamente forçados a deixar seus lares, sem garantias de segurança ou acesso a necessidades básicas.
O número de mortos em meio ao genocídio de Israel em Gaza, intensificado em 7 de outubro de 2023, subiu para 71.550 nesta segunda-feira, informou o Ministério da Saúde local. Acrescentou ainda que o número total de feridos também aumentou para 171.365. Desde que o acordo de cessar-fogo entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, pelo menos 465 palestinos foram mortos e outros 1.287 ficaram feridos.

O número de mortos em meio ao genocídio de Israel em Gaza, intensificado em 7 de outubro de 2023, subiu para 71.550
RS/Fotos Públicas
Conselho de Paz
Os ataques acontecem em meio aos convites realizados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na formação do chamado “Conselho de Paz” para supervisionar a Faixa de Gaza. A medida foi anunciada na última quinta-feira (15/01) por meio da plataforma Truth Social. Um dos países que recebeu a carta-convite foi o Brasil.
O conselho deverá ser composto por 12 integrantes e faz parte da segunda fase do frágil plano de paz desenvolvido por Trump para Gaza. De acordo com o Wall Street Journal, o ex-enviado especial da Organização das Nações Unidas para a paz no Oriente Médio e ex-ministro das Relações Exteriores da Bulgária, Nickolay Mladenov, deverá atuar como elo entre o conselho e um comitê técnico formado por 15 palestinos, responsável pela gestão dos assuntos atuais em Gaza.
Já o Financial Times informa que os Estados Unidos também defendem a criação de um comitê executivo ligado ao “Conselho de Paz”, que deverá incluir Steve Witkoff e Jared Kushner, enviado especial e genro de Trump, respectivamente.
A medida, contudo, foi rejeitada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, por ser um plano proposto pelos Estados Unidos que não traz soberania ao povo palestino.
“Rejeitamos o plano israelense-palestino”, que “questiona os direitos legítimos dos palestinos”, disse Abbas. “Não aceitamos esse plano porque Jerusalém Oriental não faria parte da Palestina e isso já é suficiente para recusá-lo”, acrescentou, argumentando que isso tornaria a Palestina “um estado fragmentado”, sem controle aéreo e marítimo.
(*) Com Ansa




















