Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Os organizadores da Flotilha Global Sumud anunciaram na quinta-feira (05/02) que enviarão mais de 100 barcos, transportando até 1.000 ativistas, incluindo médicos e investigadores de crimes de guerra, numa nova tentativa de romper o bloqueio naval a Gaza em 29 de março.

O anúncio foi feito na Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo, fundamentando a missão num legado de solidariedade global e resistência civil. Segundo Saif Abukeshek, do Comitê Diretivo do GSF: “Este é o inimigo que estamos enfrentando. Não é uma pessoa. É um modo de vida que determina o futuro de outras nações.”

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O ativista brasileiro Thiago Ávila falou ao veículo humanitário Salaa Media que “as mobilizações não irão parar até alcançarmos uma paz de verdade na Palestina”. Ele também acrescentou que essa será a maior missão solidária.

A missão incluirá mais de 1.000 profissionais de saúde a bordo de navios equipados com medicamentos e equipamentos médicos essenciais, com o objetivo de coordenar ações com o pessoal de saúde local e “reforçar o atendimento de emergência e estabilizar um sistema de saúde devastado por cercos e bombardeios”. Alimentos, fórmulas infantis, material escolar e outros itens essenciais também serão transportados.

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Em outubro, mais de 40 navios foram detidos e 473 ativistas foram presos. Dias depois, uma segunda flotilha global foi confiscada, e seus 145 tripulantes foram deportados após detenção e maus-tratos pela Marinha israelense e por oficiais em uma prisão do país.

A iniciativa surge em um contexto em que, desde que iniciou uma guerra genocida contra os palestinos em Gaza, Israel tem restringido severamente o fornecimento de ajuda humanitária, causando condições semelhantes à fome no enclave, segundo ativistas e humanitários. Alguma ajuda chegou ao enclave desde o início do cessar-fogo em outubro, mas a ONU afirma que está muito aquém do necessário para atender às necessidades urgentes.