Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Navios de guerra da Marinha israelense cercam e interceptam civis da Global Sumud Flotilha nesta segunda-feira (18/05), a 250 milhas náuticas de Gaza, na zona SAR do Chipre, em mais uma interceptação ilegal em alto-mar em águas internacionais. Quatro brasileiros estão a bordo. De acordo com a organização humanitária, citando a mídia israelense, os ativistas sequestrados serão “transferidos para uma prisão flutuante e, de lá, para Ashdod”.

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Este cerco militar ocorre quatro dias após 54 embarcações civis terem levantado âncora de Marmaris para estabelecer um corredor humanitário e romper o cerco ilegal de Israel a Gaza. Os quatro brasileiros a bordo são: Ariadne Teles, organizadora e coordenadora da Global Sumud Brasil; Beatriz Moreira de Oliveira, militante do Movimento Atingidos por Barragens; Thainara Rogério, brasileira com cidadania espanhola; e Cássio Guedes Pelegrini Júnior (médico pediatra).

Durante a interceptação anterior na costa de Creta, a mais de 650 milhas náuticas de Gaza, dentro da zona de Busca e Salvamento (SAR) da Grécia, as forças militares israelenses sequestraram ilegalmente 181 ativistas em 21 embarcações civis, “submetendo os participantes a detenção documentada, bem como a violência física e sexual”, segundo a assessoria da Global Sumud Flotilha.

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Dessa forma, o Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou em comunicado na rede social X que “Israel apela a todos os participantes desta provocação para que mudem de rumo e retornem imediatamente”.

A organização humanitária classifica a interceptação como uma “demonstração de desrespeito sistemático pelo direito marítimo internacional, pela liberdade de navegação em alto-mar e pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)” por parte do regime israelense.

A equipe jurídica da Flotilha Global Sumud notificou formalmente a comunidade internacional de que os participantes estão completamente desarmados e que “qualquer violência executada nessas embarcações permanece sob a exclusiva responsabilidade legal do regime israelense e dos líderes do país que a permitem”.

“Investigações criminais estão em andamento em vinte países, e a responsabilidade individual também será buscada em tribunais internacionais para todas as forças que impõem esse cerco genocida”, acrescentou o comunicado.

Brasileiros interceptados: Thainara Rogério (Esquerda acima, Ariadne Teles (direita acima) Cássio Guedes Pelegrini Júnior (esquerda abaixo) Beatriz Moreira (direita abaixo)
Foto: Assessoria Global Sumud Flotilha

Por sua vez, a nova interceptação naval da flotilha ocorre em paralelo com uma agressiva estratégia de contenção em terra, onde o Comboio Terrestre Global Sumud — composto por mais de 30 veículos, incluindo 7 ambulâncias especializadas e 20 casas móveis — parou perto de Sirte, na Líbia.

Nesse sentido, a organização humanitária informou que as “autoridades do leste da Líbia estão agindo sob pressão política direta do Egito” e que “posicionaram forças militares para bloquear a rota humanitária terrestre em direção a Rafah“.

“O direcionamento consecutivo tanto do componente marítimo quanto do terrestre da missão deixa claro que o cerco ilegal a Gaza se expandiu para uma arquitetura global de violência, ocupação e impunidade ampliada. Isso representa uma projeção extraterritorial da doutrina do ‘Grande Israel’, implantando influência política por procuração e força militar através de fronteiras internacionais soberanas para esmagar o apoio da sociedade civil à Palestina”, denunciou a Global Sumud.