Sábado, 11 de abril de 2026
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Em declaração dada nesta quinta-feira (09/04), a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, rechaçou apoiar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando que seu governo não concorda com a guerra contra o Irã.

A postura de Meloni foi expressada durante audiência na Câmara dos Deputados. A premiê apresentou um relatório sobre as ações realizadas em seu governo e rebateu críticas de seus opositores de que ela seria “subserviente” ao líder norte-americano.

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Um membro da Câmara dos Deputados da Itália, Giuseppe Conte, afirmou que líderes europeus estão se mostrando covardes e submissos, evitando confrontar figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu.

Conte acusa Meloni e os líderes europeus de permanecerem em silêncio diante das ações de Israel, sendo cúmplices e incentivando violações graves, como um possível genocídio.

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“Ninguém ousa contradizer o líder, e é ainda mais grave quando o líder do G7 não o contradiz. Sua subserviência a Trump é desprezível. Se você permanecer em silêncio e como cúmplice diante de Netanyahu, estará incentivando o genocídio. Se disser a Trump: ‘não concordo e não condeno’, estará contribuindo para a destruição do direito internacional”.

A premiê da Itália disse que o posicionamento internacional da Itália não foi inventado pelo atual governo. Meloni afirmou que, antes que começasse a repetição de críticas sobre sua ‘subserviência’ ao presidente Trump ou a exigência de que escolhesse entre Trump e a Europa, seria preciso esclarecer sua posição.

Durante seu discurso, Meloni afirmou que a posição italiana sobre a guerra no Irã é “exatamente a mesma dos principais países europeus”.

“É preciso dizer claramente aos aliados quando há discordâncias, como em relação às tarifas, com as quais não concordamos. Foi assim na guerra no Irã, uma operação com a qual a Itália não concordou e da qual não participou”, acrescentou.

A premiê também lembrou que seu governo negou aos Estados Unidos permissão para usar a base militar de Sigonella, na Sicília, para o pouso de bombardeiros envolvidos no conflito no Oriente Médio.