Terça-feira, 3 de março de 2026
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O governo mexicano recusou-se a participar do “Conselho da Paz” para Gaza, criado por Donald Trump, por considerar que a iniciativa exclui a Palestina. A reunião inaugural da cúpula ocorre nesta quinta-feira (19/02).

Em resposta a Washington, segundo o La Jornada, o Ministério das Relações Exteriores do México detalhou os motivos da recusa. A chancelaria explicou que o país defende a participação de ambos os Estados envolvidos – Palestina e Israel – em qualquer esforço para resolver o conflito no Oriente Médio.

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A presidente Claudia Sheinbaum também afirmou, em entrevista coletiva na quarta-feira (18/02), que o México seguirá como observador no processo. O embaixador do México na ONU, Héctor Vasconcelos, foi designado representante do país no órgão.

“O México reafirma sua posição histórica em favor da solução de dois Estados, que exige a participação de Israel e Palestina em qualquer iniciativa, com base na igualdade soberana e na autodeterminação dos povos”, enfatizou a chancelaria, citando os princípios constitucionais de política externa.

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@Claudiashein / X

Aliados dos EUA recusam participar do “Conselho da Paz” e criticam iniciativa

Líderes mundiais e delegações nacionais se reúnem em Washington nesta quinta-feira (19/02) para a cúpula inaugural do “Conselho da Paz”. No entanto, importantes aliados europeus recusaram-se a aderir ao grupo e criticaram o financiamento e o mandato político da organização.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, recusou o convite. Líderes de importantes aliados dos EUA, como Reino Unido, Alemanha e França, também afirmaram que não participarão. Trump, por sua vez, revogou o convite feito ao Canadá após um discurso crítico do primeiro-ministro Mark Carney no Fórum de Davos.

A Casa Branca indicou que a cúpula funcionará, em grande parte, como uma rodada de arrecadação de fundos. Trump anunciou nas redes sociais que países já prometeram mais de US$ 5 bilhões para a reconstrução de Gaza, devastada por Israel e ainda em grave crise humanitária.

Nesta terça-feira (17/02), o Papa Leão XIV anunciou que o Vaticano não participará da cúpula, alegando que “questões críticas precisam ser esclarecidas”. “Uma preocupação”, disse o cardeal Pietro Parolin, o principal diplomata do Vaticano, “é que, no âmbito internacional, seja sobretudo a [Organização das Nações Unidas] que administre essas situações de crise. Este é um dos pontos em que temos insistido.”

A reunião contará com delegações do Oriente Médio, incluindo Israel, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Turquia, Jordânia e Catar, além de países com pouca relação direta com o conflito, como Argentina, Paraguai, Hungria e Cazaquistão.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que manifestou apoio à ideia durante visita a Washington na semana passada, optou por não comparecer. Em seu lugar, participará o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, um aliado de extrema-direita.

A ausência de potências europeias e a presença de países alinhados a Trump escancaram o caráter seletivo e geopolítico do “Conselho da Paz”, que avança sem a participação dos principais interessados: os palestinos.