Ministro israelense defende migração forçada de palestinos de Gaza em larga escala
Israel Katz afirma que programa será implementado ‘no momento certo’; organizações de direitos humanos apontam que política é limpeza étnica
Em comunicado publicado nesta quarta-feira (27/05), o Ministério da Defesa de Israel afirmou que o país não abandonou o projeto de promover o que ele descreveu como um “programa de migração em larga escala de palestinos da Faixa de Gaza”.
A nota é assinada pelo próprio ministro Israel Katz, que disse no texto que Tel Aviv irá implementar o projeto “no momento certo e da forma correta”, e que resultará na remoção de “um grande número de palestinos” da região.
“Nos comprometemos como governo a não deixar que o Hamas governe Gaza nem civil nem militarmente, e assim será. O plano de migração voluntária faz parte desse esforço”, argumentou o ministro, no comunicado.
O comunicado publicado pelo Ministério da Defesa também informou sobre a morte de Mohammed Odeh, um dos comandantes militares do Hamas que teria sido morto em um ataque recente promovido pelas forças israelenses no território de Gaza.
Histórico do projeto
Vale lembrar que, em meados de 2025, Israel criou um departamento para a “emigração voluntária” para palestinos e aprovou projetos para a flexibilização das restrições de viagem para os palestinos que desejavam fazer uma viagem só de ida para fora da Faixa de Gaza.
Naquele então, organizações humanitárias e de defesa dos Direitos Humanos repudiaram a medida e a acusaram Israel de tentar promover uma limpeza étnica em Gaza.

O ministro de Defesa isralense, Israel Katz
Governo de Israel
As críticas surgiram não apenas de entidades internacionais como também das israelenses, como a Associação para os Direitos Civis em Israel, que afirmou em nota que o governo sionista de Benjamin Netanyahu “mantém em Gaza condições de vida que não permitam a sobrevivência, a liberdade e a dignidade, submetendo civis a uma situação que os força querer partir”.
“O que o governo (de Netanyahu) está promovendo não é um ‘plano de incentivo à migração voluntária’, como alega em seu discurso, mas sim de expulsão forçada da população civil palestina de Gaza”, acrescentou a Associação para os Direitos Civis em Israel, à época.
























