Quinta-feira, 4 de junho de 2026
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Em comunicado publicado nesta quarta-feira (27/05), o Ministério da Defesa de Israel afirmou que o país não abandonou o projeto de promover o que ele descreveu como um “programa de migração em larga escala de palestinos da Faixa de Gaza”.

A nota é assinada pelo próprio ministro Israel Katz, que disse no texto que Tel Aviv irá implementar o projeto “no momento certo e da forma correta”, e que resultará na remoção de “um grande número de palestinos” da região.

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“Nos comprometemos como governo a não deixar que o Hamas governe Gaza nem civil nem militarmente, e assim será. O plano de migração voluntária faz parte desse esforço”, argumentou o ministro, no comunicado.

O comunicado publicado pelo Ministério da Defesa também informou sobre a morte de Mohammed Odeh, um dos comandantes militares do Hamas que teria sido morto em um ataque recente promovido pelas forças israelenses no território de Gaza.

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Histórico do projeto

Vale lembrar que, em meados de 2025, Israel criou um departamento para a “emigração voluntária” para palestinos e aprovou projetos para a flexibilização das restrições de viagem para os palestinos que desejavam fazer uma viagem só de ida para fora da Faixa de Gaza.

Naquele então, organizações humanitárias e de defesa dos Direitos Humanos repudiaram a medida e a acusaram Israel de tentar promover uma limpeza étnica em Gaza.

O ministro de Defesa isralense, Israel Katz
Governo de Israel

As críticas surgiram não apenas de entidades internacionais como também das israelenses, como a Associação para os Direitos Civis em Israel, que afirmou em nota que o governo sionista de Benjamin Netanyahu “mantém em Gaza condições de vida que não permitam a sobrevivência, a liberdade e a dignidade, submetendo civis a uma situação que os força querer partir”.

“O que o governo (de Netanyahu) está promovendo não é um ‘plano de incentivo à migração voluntária’, como alega em seu discurso, mas sim de expulsão forçada da população civil palestina de Gaza”, acrescentou a Associação para os Direitos Civis em Israel, à época.