Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O Museu Nacional da Bósnia anunciou nesta semana que a venda de ingressos para ver a Hagadá de Sarajevo — manuscrito religioso de relevância, que remonta à Idade Média — será doada para “apoiar o povo da Palestina que sofre terror sistemático, calculado e a sangue frio, diretamente pelo Estado de Israel”.

Mirsad Sijaric, o diretor da instituição, defendeu a medida: “Se escolhemos um dos lados? Sim, escolhemos um dos lados”. As informações são da agência de notícias Al Jazeera.

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Ele afirma ter recebido inúmeras mensagens de apoio de judeus em várias partes do mundo, e insiste que a decisão “de forma alguma” se dirige contra o povo judeu.

Trata-se de uma mensagem de oposição ao que ocorre em Gaza: “fingir neutralidade é se aliar ao mal”, disse, apontando que “isso é pura maldade, e é preciso se opor a isso.”

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Cópias da Hagadá de Sarajevo no edifício do parlamento da Bósnia e Herzegovina <br / > Wikimedia Commons

Cópias da Hagadá de Sarajevo no edifício do parlamento da Bósnia e Herzegovina
Wikimedia Commons

A Hagadá de Sarajevo, um manuscrito judaico com iluminuras, ilustra o texto da Páscoa judaica — datada de 1350, é considerada uma das mais antigas Hagadás hispano-provençais.

Atualmente exposta em uma vitrine especial no Museu Nacional da Bósnia, o manuscrito foi registrado como parte da Memória do Mundo da UNESCO em 2017. O livro teria chegado a Sarajevo com os judeus expulsos da Espanha em 1492.

Por bastante tempo, a Hagadá esteve guardada em um cofre, e raramente foi exibida. O acesso ao texto foi facilitado em 2018, quando passou-se a dedicar uma sala apenas para ela.

O manuscrito sobreviveu não apenas à ocupação nazista, como também foi preservado durante os bombardeios da guerra de separação da Iugoslávia, na década de 1990.