Netanyahu afirma que segunda fase do plano para Gaza está próxima
Premiê israelense discutirá implementação da 'etapa mais difícil' da proposta com presidente Donald Trump no final deste mês
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está próximo de avançar para a segunda fase do plano dos Estados Unidos para encerrar a guerra em Gaza, embora questões essenciais ainda estejam sem solução. As declarações foram dadas em Jerusalém neste domingo (07/12), ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz.
Segundo informações do Middle East Eye (MEE), o premiê israelense afirmou que terá conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim deste mês para definir a implementação da nova fase do plano norte-americano.
“Esperamos muito em breve avançar para a segunda fase, que é mais difícil”, disse. Ele também afirmou ser fundamental que o Hamas cumpra “seu compromisso” previsto no plano, envolvendo o desarmamento e a desmilitarização completa do território.
MME informa que, nesta primeira fase do plano, Israel manteve o controle de 53% da Faixa de Gaza. O Hamas devolveu todos os reféns vivos do enclave; e os corpos dos que morreram, com exceção dos restos mortais não encontrados de um policial israelense.
Embora a trégua esteja em vigor desde 10 de outubro, Israel continua realizando bombardeios na Faixa de Gaza. Cerca de 600 violações do cessar-fogo já foram registradas, resultando em mais de 373 mortos e cerca de 900 feridos, afirma reportagem.

Netanyahu afirma que segunda fase do plano para Gaza está próxima, mas impasses persistem
Wikimedia Commons/Кабінет Міністрів України
Segunda fase
A segunda etapa do acordo prevê a retirada das forças israelenses, a criação de uma autoridade transitória para governar Gaza, o envio de uma força internacional de segurança, o desarmamento do Hamas e o início de um processo de reconstrução da região.
Netanyahu acrescentou que pretende tratar com Trump das “oportunidades de paz”, referindo-se às iniciativas dos Estados Unidos em torno dos acordos de normalização entre Israel e os países árabes e muçulmanos.
“Acreditamos que existe um caminho para avançar uma paz mais ampla com os Estados árabes, e também um caminho para estabelecer uma paz viável com nossos vizinhos palestinos”, afirmou, embora já tenha frisado que Israel manterá o controle total da segurança na Cisjordânia ocupada.
Segundo Netanyahu, a “questão da anexação política” da Cisjordânia segue em debate. No dia 22 de outubro, o Parlamento israelense aprovou, em leitura preliminar, dois projetos que estendem a soberania do país a dois assentamentos no território ocupado.
Netanyahu nega deixar a política
Ao ser perguntado se pretende se aposentar da vida pública, caso receba o perdão presidencial pelas acusações de corrupção que correm contra ele na Justiça, Netanyahu respondeu que “não”. No mês passado, ele solicitou oficialmente um indulto ao presidente Isaac Herzog, argumentando que o fim do julgamento seria fundamental para garantir a segurança e conter as tensões políticas no país.
























