Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pronunciou-se sobre a greve geral contra seu governo e a recuperação dos reféns na Faixa de Gaza, nesta segunda-feira (02/09), classificando-a “uma vergonha” que demonstra apoio ao grupo palestino Hamas.

“Vocês estão dizendo a Sinwar [líder político do Hamas]: ‘Vocês mataram seis pessoas, então nós os apoiamos”, declarou o mandatário durante uma reunião do Executivo.

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Ao prometer que Israel “exigiria um preço do Hamas pelo assassinato dos reféns”, de acordo com o Times of Israel, o mandatário ordenou ao seu governo que “preparasse recomendações” sobre a morte e recuperação dos corpos de seis reféns em Rafah, na Faixa de Gaza, no último domingo (01/09) – algo que os críticos de Netanyahu atribuem à demora do primeiro-ministro em fechar um acordo de cessar-fogo com o grupo palestino Hamas.

A manifestação em Tel Aviv tinha como objetivo pressionar o governo a assinar um acordo com o Hamas que permita a libertação dos reféns ainda em poder do grupo. Cerca de 100 dos 251 reféns capturados pelo grupo continuam em Gaza.

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Convocada pela Organização Geral dos trabalhadores em Israel (Histadrut), principal sindicato do país, órgãos públicos foram fechados, assim como escolas e muitas empresas privadas. No Aeroporto Internacional Ben Gurion, na capital israelense, as operações de pouso e decolagem foram interrompidas.

Inicialmente, o plano dos manifestantes era manter a greve até 18h (00h da terça-feira 03/09 no horário de Brasília), mas a Justiça ordenou o fim do movimento às 14h30 (08h30 no horário de Brasília).

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Netanyahu declarou que greve demonstra apoio ao Hamas

As demandas dos manifestantes em relação à demora de Netanyahu para resgatar os reféns também é uma advertência de seu maior aliado de Israel, os Estados Unidos.

Segundo o jornal Al Jazeera, o presidente norte-americano, Joe Biden, declarou não acreditar que Netanyahu “esteja fazendo o suficiente para fechar um acordo de troca de prisioneiros com o Hamas”, em especial após insistir na permanência de tropas de seu exército nos Corredores Netzarim e Filadélfia, ação rejeitada pelo grupo palestino.

Bombardeio em Gaza

Ao mesmo tempo da greve em Tel Aviv, Israel matou pelo menos 11 pessoas e feriou diversas durante um ataque aéreo a uma escola que abrigava deslocados pelo conflito na Cidade de Gaza.

A informação foi dada nesta segunda-feira (02/09) ao jornal britânico The Guardian por profissionais da saúde locais.

Um dos médicos afirmou que o bombardeio, que atingiu a escola Safad, tinha como alvo “uma sala usada pela polícia”. No entanto, o exército israelense nega e afirma que o objetivo era atingir “terroristas do Hamas que atuavam em um centro de controle em uma área ocupada” pelo colégio.

No próximo 7 de outubro, o conflito na Faixa de Gaza entre o Hamas e Israel completará um ano. A guerra teve início após o ataque do grupo palestino contra o território israelense, deixando 1,2 mil mortos na ocasião. Já a ofensiva israelense deixou mais de 40 mil mortos palestinos em represália, além de grave crise humanitária.

(*) Com Ansa

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