Terça-feira, 21 de abril de 2026
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira (11/09) que não permitirá a criação de um Estado palestino, durante a cerimônia de assinatura do chamado “plano E1”, que prevê a construção de mais de 7.600 unidades de assentamento na Cisjordânia, com 3.400 na área E1, a leste de Jerusalém ocupada.

“Nós dissemos que não haveria Estado palestino e certamente não haverá Estado palestino!”, destacando o propósito de bloquear a criação de um Estado palestino com Jerusalém Oriental ( Al Quds ) como capital.

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“A fronteira oriental de Israel será no Vale do Jordão, não no assentamento de Maale Adumim ”, disse Netanyahu. Este plano, financiado com 3 bilhões de shekels (902.921.100,00 USD), visa dividir geograficamente a Cisjordânia ocupada, separando o norte do sul e isolando Jerusalém de seus arredores palestinos.

O acordo — assinado na presença do Ministro das Finanças Bezalel Smotrich, autoridades do Ministério da Habitação, membros do Knesset (parlamento israelense) e associações de colonos — conectará o assentamento israelense de Maale Adumim com a zona industrial de Mishor Adumim e outros projetos na área E1.

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O plano E1 cobre 12.000 quilômetros quadrados (km2) de terras palestinas em localidades como Al-Issawiya, At-Tur, Anata, Al-Eizariya e Abu Dis. A província de Jerusalém classificou o projeto como um dos mais perigosos na Cisjordânia ocupada, superando em magnitude um acordo de 2018 que alocou 338 milhões de shekels (US$ 101.726.032,10) para Maale Adumim.

A iniciativa busca consolidar a “Grande Jerusalém” aumentando a população de colonos em Maale Adumim de 40.000 para 70.000 em cinco anos , às custas dos palestinos, com possíveis despejos em comunidades como Kafr Aqab e Anata Shuafat.

O plano E1, interrompido em 2012 e 2020 devido à pressão dos Estados Unidos e da União Europeia, foi criticado por autoridades palestinas e organizações de direitos humanos.

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RS/via Fotos Publicas

Eles alegam que a expansão de Maale Adumim isolará ainda mais Jerusalém Oriental da Cisjordânia, envolvendo-a em assentamentos e minando a viabilidade de um Estado palestino. A Província de Jerusalém alertou que o projeto cercará comunidades palestinas, limitando seu desenvolvimento e promovendo uma mudança demográfica favorável aos colonos.

O Tribunal Internacional de Justiça declara ilegal a presença israelense na Cisjordânia, exigindo a evacuação dos colonos , o desmantelamento dos assentamentos e o retorno dos palestinos. No entanto, Israel está avançando com o plano E1, priorizando o controle territorial.

Ainda durante seu discurso, o primeiro-ministro israelense disse que eles continuarão a campanha genocida em Gaza, onde 64.718 palestinos foram mortos e 163.859 feridos desde outubro de 2023.

Dois Estados

O Parlamento da União Europeia aprovou nesta quinta-feira (11/09) uma resolução que pede aos países-membros do bloco que avaliem o reconhecimento do Estado da Palestina.

O primeiro texto aprovado pelo Legislativo da UE sobre a crise humanitária na Faixa de Gaza em mais de um ano foi proposto por parlamentares verdes, socialistas e liberais e recebeu 305 votos a favor e 151 contrários, além de 122 abstenções.

A legislação convida os países-membros a avaliar a possibilidade de reconhecer a Palestina para apoiar a solução de “dois Estados” no conflito, medida já adotada pela Espanha, Irlanda e prometida pela França.

A resolução também expressa “séria preocupação” com a “catastrófica” situação humanitária da Faixa de Gaza e cobra uma “ação urgente” por parte da UE, retomando “com urgência” o financiamento à Agência da ONU para os Refugiados da Palestina (Unrwa).

(*) com teleSUR e Ansa