Sexta-feira, 6 de março de 2026
APOIE
Menu

Em declaração conjunta, países europeus expressaram ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, nesta quarta-feira (29/01), que “condenam profundamente” a decisão tomada pelo Parlamento israelense do Knesset em outubro de 2024, que proíbe as operações da Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental. A legislação aprovada em Israel prevê entrar em vigor na quinta-feira (30/01).

“Condenamos a retirada de Israel do acordo de 1967 entre Israel e a UNRWA, assim como qualquer tentativa de obstruir sua capacidade de operar e cumprir seu mandato da Assembleia Geral das Nações Unidas”, assinaram Bélgica, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Noruega, Eslovênia e Espanha. 

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O bloco também exigiu a suspensão das leis israelenses que limitam as operações da agência humanitária para palestinos, ao ressaltar que elas violam o direito internacional e a Carta da ONU.

“Apoiamos a UNRWA como parte de nosso compromisso humanitário e nossa firme defesa e respeito ao direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário”, disseram.

Mais lidas

X/UNRWA
Israel quer proibir operações da Agência da ONU para Refugiados Palestinos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada

Na terça-feira (28/01), o embaixador de Israel na ONU reforçou que Tel Aviv cortará toda a “colaboração, comunicação e contato” com a UNRWA, reiterando que a agência precisará abandonar o território ocupado nas próximas horas, conforme decidido pelo Knesset em outubro passado.

Segundo Danny Danon, o governo de Israel também não estabelecerá mais conversas com “qualquer pessoa agindo em nome” da agência humanitária.

A ideia também foi endossada pela vice-embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Dorothy Shea, que sugeriu que a UNRWA estava “exagerando os efeitos das leis”.

“Exagerar os efeitos dessas leis e sugerir que isso paralisará todas as operações humanitárias é irresponsável e perigoso”, alegou a diplomata norte-americana, acrescentando que o órgão “não é e nunca foi a única opção para ajuda humanitária”. No entanto, tanto a ONU quanto muitos de seus países-membros declaram que a UNRWA é insubstituível nos territórios palestinos para o fornecimento de ajuda humanitária.