Sexta-feira, 6 de março de 2026
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Em meio ao bloqueio humanitário e continuidade dos ataques israelenses, o pároco da Sagrada Família, igreja católica na Faixa de Gaza, revelou neste sábado (24/05) que muitos dos palestinos que residem no enclave desejam a própria morte.

“Aqui tem tanta gente que deseja a morte, tanta maldade atinge todo mundo, é uma sensação terrível”, afirmou o religioso argentino de origem italiana Gabriel Romanelli.

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De acordo com ele, os transtornos psicológicos como “depressão, tristeza, nervosismo, violência, até verbal, desinteresse por tudo” têm aumentado entre os civis de Gaza, incluindo as crianças.

Romanelli ainda destacou que os menores “não falam bem, não conseguem se concentrar” e estão com “tensão, hiperatividade, necessidade constante de atenção”.

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“Há crianças que dormem mal ou que não dormem mais, em seus escritos percebe-se a falta de estudo sistemático, a falta de atenção, em alguns casos a falta de esperança”, lamentou. “Pedimos que os adultos prestem mais atenção”.

Em meio à continuidade do genocídio em Gaza, pároco da Sagrada Família, igreja católica na Faixa de Gaza, revelou que muitos dos palestinos desejam a própria morte
X/UNRWA

Apesar do massacre promovido pelo regime de Israel e à dificuldade do acesso de recursos básicos, na paróquia latina de Gaza os sinos continuam a tocar “para marcar os tempos das funções”, missas, terços, confissões e adoração. Para o missionário argentino, elas são importantes para a vida espiritual e também para “manter um certo ritmo, uma rotina, uma ordem na vida diária”.

Desde o início da intensificação dos ataques israelenses em Gaza, em 7 de outubro de 2023, o padre da Sagrada Família recebeu ligações quase diárias do então papa Francisco para prestar solidariedade ao povo palestino. Em meio ao conflito armado, a própria escola da paróquia foi atingida por um bombardeio israelense, em julho de 2024.

(*) Com Ansa