Domingo, 8 de fevereiro de 2026
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O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, tornou-se alvo de críticas do Conselho Judaico da Região Metropolitana de Manchester na quarta-feira (04/02) após expressar solidariedade à Palestina e denunciar o genocídio promovido por Israel.

Durante uma coletiva de imprensa antes da partida pela Copa da Liga Inglesa contra o Newcastle, Guardiola chamou as operações militares das tropas de Israel na Faixa de Gaza de genocídio e sustentou que sua posição “não é sobre política ou tomar partido”, e sim se trata de uma questão humanitária.

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“Se eu estivesse do lado oposto, doeria. Desejam danos a outro país? Dói matar milhares de pessoas inocentes, isso me machuca. Não pode ser mais complicado do que isso. Chega. Quando você tem uma ideia e precisa defendê-la e, para isso, tem que matar milhares e milhares de pessoas, desculpe, eu me levanto […] podemos concordar (ou) criticar… Mas quando as pessoas estão morrendo, temos que ajudar”, disse.

A fala do treinador foi criticada pelo Conselho judaico local, defendendo que Guardiola deveria se concentrar no futebol” e que, devido às suas “repetidas intromissões em comentários sobre assuntos internacionais”, está prejudicando o Manchester City.

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Sem mencionar a morte de mais de 70 mil palestinos no genocídio israelense, a entidade avaliou ser “revoltante” os posicionamentos do técnico e sua “incapacidade de usar sua importante plataforma para demonstrar qualquer solidariedade à comunidade judaica, vítima de um ataque terrorista mortal”.

“Pep Guardiola é um técnico de futebol. Embora suas reflexões humanitárias possam ser bem-intencionadas, ele deveria se concentrar no futebol. O Manchester City está sendo prejudicado por ele repetidamente se intrometer em comentários sobre assuntos internacionais. Esta é a segunda vez em uma semana que ele decide expressar suas opiniões controversas sobre o conflito no Oriente Médio”, escreveu a entidade judaica. “Imploramos ao Sr. Guardiola que seja mais cuidadoso com sua linguagem no futuro, dado o risco significativo que nossa comunidade enfrenta”.

Denúncia ao genocídio de Israel

Na semana passada, Guardiola viajou a Barcelona, na Espanha, para discursar em um evento beneficente voltado para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O técnico esteve de folga após a vitória do Manchester City sobre o Galatasaray, no estádio Etihad, pela última rodada da fase de liga da Champions League. O time inglês garantiu vaga nas oitavas de final do campeonato.

Durante o “Act x Palestine”, o técnico fez um discurso em defesa das crianças palestinas.

“O que penso quando vejo uma criança nesses dois últimos anos, nessas imagens em redes sociais ou na televisão, perguntando onde está a mãe, em meio a escombros, e ela ainda não sabe… Eu sempre me preocupo: no que elas estão pensando? Nós as deixamos sozinhas, abandonadas”, disse Guardiola.

Vale lembrar que, em 2018, o treinador foi multado em 20 mil libras (aproximadamente 140 milhões de reais) pela federação de futebol da Inglaterra na ocasião em que usou uma fita amarela em apoio a presos políticos na Catalunha. A entidade do futebol inglês considerou o ato como “mensagem política”. Desta vez, o órgão não irá investigar o discurso pró-Palestina uma vez que aconteceu em um evento beneficente no exterior.