Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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Ao participar de uma entrevista sobre liberdade de expressão, promovida pelo veículo Semafor, Sarah Rogers, subsecretária do Departamento de Estado para diplomacia pública dos Estados Unidos, condenou a dura repressão do governo britânico contra os apoiadores da organização Palestine Action.

“Censurar esse discurso faz mais mal do que bem”, afirmou Rogers, ao se contrapor à repressão de quem “simplesmente se levanta e diz: ‘eu apoio a Palestine Action’, a menos que [a pessoa] esteja realmente coordenando com algum terrorista estrangeiro violento”. E acrescentou: “eu teria que olhar para cada pessoa individual e cada organização proibida”.

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A entidade pró-Palestina foi considerada organização terrorista pelo governo britânico em julho de 2025, após ativistas terem invadido a base militar RAF Brize Norton, vandalizando seus aviões. Desde então, a repressão escalou contra todos os seus apoiadores, inclusive, qualquer um que levante um cartaz em seu nome, como citou Rogers, no meio de um protesto.

Ao todo, mais de 2 mil pessoas passaram pelas prisões britânicas por participarem de manifestações em apoio ao Palestine Action. Foi o aconteceu com a ativista sueca Greta Thunberg, presa durante um protesto em Londres, em 23 de dezembro, por exibir um cartaz com os dizeres “eu apoio os prisioneiros do Palestine Action. Eu me oponho ao genocídio”.

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A classificação da entidade como um grupo terrorista foi amplamente criticada por organizações de direitos humanos que acusam a medida como uma tentativa do governo britânico de criminalizar a solidariedade internacional com a luta do povo palestino.

‘Prender ativistas pró-Palestina faz mais mal do que bem’, diz funcionária do governo Trump
ProtoplasmaKid / Wikimedia Commons

Repressão nos EUA

Durante a entrevista ao veículo britânico, Rogers também foi questionada por se manter em silêncio sobre a censura contra o “discurso pró-palestino” nos Estados Unidos, após a polícia metropolitana e a polícia de Greater Manchester anunciarem que prenderiam qualquer um que gritasse as palavras “globalize a Intifada” ou segurasse um cartaz com a frase.

“Eu não fiquei em silêncio sobre isso”, reagiu a funcionária do Departamento de Estado norte-americano, acrescentando que, na época, uma rádio de Londres lhe perguntou se concordava que proibição da frase “globalizar a Intifada”. “Eu disse que não acho aceitável”, frisou.

“Eu não quero uma intifada em Nova York, e acho que qualquer um que queira é nojento. Mas deveria ser legal dizer isso na maioria dos contextos? Sim. Você e eu já falamos essa frase neste programa, e espero que até o governo britânico não queira que sejamos presos”, ironizou.