Segunda-feira, 9 de março de 2026
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugeriu nesta sexta-feira (10/05) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve ser preso pelos avanços de tropas israelenses na Faixa de Gaza. De acordo com ele, o Tribunal Penal Internacional poderia emitir um mandado de prisão contra o israelense e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deveria “começar a considerar a criação de uma força de manutenção de paz” na região.

“Netanyahu não impedirá o genocídio. O que implica um mandado de prisão internacional do Tribunal Penal. O Conselho de Segurança deve começar a considerar a criação de uma força de manutenção da paz no território de Gaza”, afirmou Petro em publicação na rede social X (ex-Twitter). O colombiano rompeu as relações com Israel no último 1º de maio por causa da atuação israelense em Gaza.

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Esta semana, Israel intensificou os ataques na cidade de Rafah, localizada na fronteira com o Egito. Mais de 100 mil palestinos deixaram a cidade palestina nos últimos 5 dias segundo a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNWRA). O massacre já matou, desde outubro, quase 35 mil palestinos.

Segundo a agência de notícias Reuters, os tanques israelenses se deslocaram para a estrada principal que divide o leste e o oeste de Rafah, cercando efetivamente o leste da cidade. Moradores citados pela Reuters relataram que explosões contínuas e troca de tiros podem ser ouvidas no leste e nordeste da cidade.

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Em outra publicação, Petro celebrou a decisão da Assembleia Geral da ONU de aprovar uma resolução que abre caminho para que a Palestina faça parte das Nações Unidas de maneira permanente. O documento pede a incorporação do país como 194º integrante da ONU.

Presidência da Colômbia
Petro rompeu as relações com Israel no último Primeiro de Maio por causa da atuação israelense em Gaza

A proposta recebeu 143 votos favoráveis e 25 abstenções. Colômbia e Brasil votaram a favor do texto. Outros 9 países foram contrários ao texto: Argentina, Israel, Estados Unidos, República Tcheca, Hungria, Micronésia, Nauru, Palau, Papua-Nova Guiné.

“A proposta de reconhecimento do Estado Palestino na ONU foi promovida inicialmente pela Colômbia, obteve o apoio da maioria dos países latino-americanos e depois a América Latina alcançou consenso com a África e a Liga Árabe”, disse Petro.

A proposta também foi celebrada pela Venezuela. O Ministério das Relações Exteriores do país vizinho publicou uma nota comemorando a “vitória diplomática” do povo venezuelano. O país condenou a atuação dos Estados Unidos no Conselho de Segurança. De acordo com o governo venezuelano, os Estados Unidos “abusam do direito a veto e da posição de poder como integrante pleno do grupo”.

Relações conflituosas

Petro adotou uma postura de denúncia dos ataques israelenses na Faixa de Gaza desde o início do conflito. Logo depois do começo da ofensiva de tropas de Israel na região, o mandatário colombiano passou a ameaçar romper relações com Israel.

Primeiro, chamou os ataques de “genocídio”. Depois, suspendeu a compra de armas de Israel. E agora, em discurso de 1º de maio, anunciou que a Colômbia romperá relações diplomáticas com Israel por conta do massacre cometido contra os palestinos.