Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Oito ativistas da organização Palestine Action, presos preventivamente no Reino Unido, estão em estado de saúde “crítico e mortal” após quase sete semanas de greve de fome. O alerta foi feito por uma coalizão de mais de 800 profissionais médicos, especialistas jurídicos e familiares na quinta-feira (19/12), em uma carta dirigida ao secretário de Justiça, David Lammy.

Os ativistas, que aguardam julgamento por terem confrontado empresas de defesa no Reino Unido ligadas a Israel, iniciaram o protesto contra as suas próprias detenções e contra a rotulação da Palestine Action, que foi designada como “organização terrorista” pelo governo britânico em julho de 2024. Nenhum deles foi condenado por qualquer crime.

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Em coletiva realizada em Londres na quinta-feira, o médico de emergência do NHS (sistema público de saúde) e professor da Universidade de Londres, James Smith, ressaltou que os grevistas “estão morrendo de fome” e denunciou “relatos de monitoramento e tratamento deficientes dentro do sistema prisional”, exigindo que o caso fosse gerido “com a participação regular de especialistas, se não com monitoramento contínuo no hospital”.

Smith explicou que os corpos dos ativistas atingiram um “ponto sem retorno”. Os riscos iminentes incluem parada cardíaca súbita, insuficiência renal e danos neurológicos permanentes, detalhou.

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Os deputados britânicos Jeremy Corbyn e John McDonnell, também presentes na coletiva, pediram ao secretário David Lammy que “faça o que seu trabalho exige, respeite as regras prisionais e entre em contato com os representantes dos grevistas de fome para salvar vidas. Está em suas mãos”.

No Reino Unido, oito ativistas da organização Palestine Action em greve de fome correm risco de morte
Reprodução/Prisoners for Palestine

Ativista à beira da morte

Qesser Zuhrah, de 20 anos, uma das oito ativistas em estado crítico de saúde, completou 48 dias de greve de fome na sexta-feira (19/12). À rede de televisão britânica Channel 4, um amigo da ativista alertou que a jovem pode sofrer uma “morte súbita”.

Nesta semana, Zuhrah precisou ser hospitalizada pela terceira vez. Sua família relatou que ela sentiu dores no peito, teve falta de ar e perda de consciência intermitente, antes da chegada de uma ambulância – cujo acesso foi inicialmente negado pela administração da prisão. 

Os grevistas demandam liberdade sob fiança enquanto aguardam julgamento; fim da designação da Palestine Action como “organização terrorista”; um julgamento justo sem “censura política”; e o fechamento das instalações da Elbit Systems, fabricante israelense de armas em solo britânico.

Por outro lado, recentemente, o Ministério da Justiça do Reino Unido, sob o secretário David Lammy, recusou os pedidos feitos por mais de 50 parlamentares para se reunir com os advogados dos ativistas, estes que destacam que a recente greve de fome é a maior coordenada em uma prisão nacional desde 1981.