Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou na terça-feira (29/07) que o Reino Unido reconhecerá a Palestina como um Estado, mas detalhou que a medida só será oficializada em setembro.

No entanto, o premiê alertou que a decisão ainda pode ser revertida, caso Israel assine um tratado de cessar-fogo na Faixa de Gaza e se comprometa a “ampliar significativamente” a entrada de ajuda humanitária na região, incluindo água potável, alimentos, medicamentos e itens de primeira necessidade.

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Starmer também colocou como condição para desistir do reconhecimento do Estado palestino que Tel Aviv permita “o início de um processo de paz sustentável à longo prazo” no enclave palestino.

“Chegou a hora de agir. Hoje, como parte deste processo de paz, posso confirmar que o Reino Unido reconhecerá o Estado da Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, a menos que Israel concorde em pôr fim à terrível situação em Gaza”, declarou o primeiro-ministro.

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Finalmente, o mandatário afirmou que seu país não aceitará a anexação da Cisjordânia por parte dos colonos israelenses, e defendeu que o governo do premiê sionista Benjamin Netanyahu restabeleça a permissão para que as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) controlem o fornecimento e distribuição da ajuda humanitária nos territórios palestinos.

Premiê britânico instou Israel a aceitar negociação visando estabelecer solução de dois Estados com a Palestina
Keir Starmer / X

A questão do fornecimento e distribuição de provisões aos refugiados palestinos em Gaza tem gerado fortes críticas a Israel, já que, após a proibição às agências da ONU, a tarefa passou a ser realizada pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF, por sua sigla em inglês), uma organização ligada a grupos sionistas israelenses e grupos evangélicos dos Estados Unidos, e que tem sido denunciada por suas ações, nas quais, muitas vezes, os refugiados que buscam comida são atacados com tiros de metralhadora, e muitos acabam sendo mortos ou feridos.

Solução de dois Estados

Em outro momento de sua declaração, o líder britânico instou o governo israelense a aceitar o diálogo sobre a possibilidade de iniciar um processo para colocar em prática a tese da solução de dois Estados, como forma de dar fim aos conflitos no Oriente Médio.

“Agora, em Gaza, devido a uma falha catastrófica na distribuição de ajuda, vemos bebês morrendo de fome, crianças fracas demais para ficar de pé, imagens que permanecerão conosco por toda a vida. Esse horror situação precisa acabar”, enfatizou Starmer.

As declarações de Starmer acontecem dias após o anúncio do presidente da França, Emmanuel Macron, de que Paris reconhecerá o Estado da Palestina, como parte de seu “compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”.

Com informações de Al Jazeera.