Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Os crimes de guerra contra jornalistas em Gaza continuam a gerar atenção internacional após as alegações da repórter alemã Anna Liedtke, que afirmou ter sido abusada sexualmente pelas forças de ocupação israelenses depois de ter sido sequestrada.

A vítima relatou que a agressão ocorreu depois de ter sido detida num navio que transportava ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza. O testemunho de Liedtke soma-se aos inúmeros relatos de homens e mulheres palestinianos que afirmaram ter sofrido abusos em centros de detenção israelitas.

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A jornalista explicou que, no outono de 2025, o navio da Flotilha da Liberdade foi interceptado a cerca de 100 milhas náuticas da costa de Gaza. Os ativistas foram levados para diferentes prisões e, durante as revistas corporais, ela foi agredida.

Durante os cinco dias em que esteve detida, ela ouviu outros relatos de mulheres que também foram vítimas de violência sexual e tortura em prisões israelenses, o que a motivou a se manifestar publicamente em nome de todas elas.

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Em sua declaração, Liedtke afirmou: “Os estados sionistas, suas prisões e seus guardas deveriam se envergonhar”. A acusação coincide com um relatório da organização B’Tselem, intitulado “Bem-vindos ao Inferno”, que documenta abusos físicos, psicológicos e sexuais contra palestinos sob custódia israelense.

Segundo organizações de defesa dos direitos dos prisioneiros, mais de 90 palestinos morreram em prisões israelenses desde outubro de 2023, em meio à escalada da ofensiva militar contra Gaza. Além dessas mortes, foram documentados sequestros de civis, um padrão concebido para facilitar crimes de guerra.