Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
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Em comunicado, cerca de 250 reservistas da unidade de inteligência de elite das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) declararam nesta sexta-feira (11/04) apoio ao apelo feito pelos soldados da Aeronáutica no dia anterior, que pediu o “retorno imediato dos reféns”, mesmo que signifique pôr fim à guerra na Faixa de Gaza

Na quinta-feira (10/04), quase mil veteranos da Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês), em sua maioria aposentados, assinaram uma carta pressionando o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que garanta um cessar-fogo em acordo com o Hamas. Os signatários ainda sustentaram que os ataques contínuos no enclave servem a “interesses políticos e pessoais” do governo israelense, em vez da segurança nacional. 

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Expressando as mesmas preocupações, os reservistas da inteligência também revelaram que muitos deles estavam sofrendo “esgotamento” após várias rodadas de convocação, muitas delas para a linha de frente. Segundo o comunicado, destacaram ainda que os ataques ao enclave não estavam aproximando Israel de seus alegados objetivos de recuperar os reféns.

“A continuidade da guerra não contribui para nenhum de seus objetivos declarados e levará à morte de reféns, soldados das IDF e inocentes”, escreveram.

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X/IDF
Reservistas da Inteligência de Israel apoiam carta assinada por soldados da Aeronáutica e pedem fim da guerra na Faixa de Gaza

De acordo com o jornal The Times of Israel, a pressão exercida pelos reservistas israelenses “atraiu a ira de Netanyahu”. No dia anterior, o premiê criticou o grupo de veteranos da Aeronáutica de “recusar em servir” o país. Entretanto, a carta assinada pelos soldados da IAF não abordava recusa em servir, mas sim defendia que o governo priorizasse o estabelecimento de um acordo de cessar-fogo com o Hamas que permitisse, assim, a libertação dos 59 reféns restantes em Gaza.

Ainda segundo o Times of Israel, cerca de 60 dos quase mil reservistas da IAF que estão na ativa tiveram demissão anunciada pelas autoridades do Estado-Maior e do Ministério da Defesa.

Nesta sexta-feira, Netanyahu voltou a acusar todos os signatários de representarem, segundo ele, uma pequena minoria financiada por organizações que querem supostamente derrubar seu governo.

“É um grupo pequeno, barulhento, anarquista e desconectado de aposentados, um grande grupo dos quais não serve há anos”, disse o premiê. “As ervas daninhas estão tentando enfraquecer o Estado de Israel e as IDF estão encorajando nosso inimigo [Hamas] a nos prejudicar”.