Stephen Curry financia empresas israelenses que atuaram em Gaza
Jogador de basquete investiu em startups de cibersegurança fundadas por ex-oficiais da inteligência militar de Israel que apoiaram no genocídio palestino
O jogador norte-americano da NBA Stephen Curry, do Golden State Warriors, está investindo em startups de tecnologia comandadas por ex-operativos das Forças de Defesa de Israel (IDF) – os mesmos que foram centrais na construção da arquitetura digital do apartheid e do genocídio em Gaza, de acordo com o jornal independente ¡Do Not Panic!.
Através da sua empresa, Penny Jar Capital, Curry realizou investimentos na Zafran Security e Upwind, empresas sediadas nos EUA e com operações de P&D em Israel. Conforme revelam os perfis públicos no LinkedIn, a maioria dos funcionários de ambas as empresas serviu na inteligência militar israelense.
O apoio financeiro do atleta a essas organizações não passou despercebido em Tel Aviv, a Show Faith by Works, uma operação israelense de propaganda (conhecido como Hasbara) e inteligência que visa frequentadores de igrejas nos EUA com mensagens pró-Israel e anti-Palestina, listou em 2025 Curry como uma celebridade que poderia ser contratada para reproduzir mensagens pró-Israel.
Investimentos em empresas israelenses
Em 2024, o jogador de basquete financiou cerca de US$ 30 milhões (R$ 156 milhões) na Zafran Security, startup de segurança cibernética (cybersecurity). A empresa é comandada por Sanaz Yashar, uma iraniana que foi recrutada ainda adolescente por Israel e passou 15 anos como oficial da Unidade 8200, o braço das IDF que intercepta e invade comunicações.
Os cofundadores de Yashar na empresa, Ben Seri e Snir Havdala, também são ex-oficiais da inteligência israelense. Havdala serviu por uma década na Unidade 8200, enquanto Seri atuou na Unidade 81, focada no desenvolvimento de armas cibernéticas ofensivas usadas por Israel contra os palestinos, o Irã e outros.

Stephen Curry investe em braço cibernético do exército israelense que atuou no genocídio palestino
@stephencurry30 / Instagram
Curry investiu na Zafran ao lado da firma norte-americana Sequoia Capital, cujo sócio Shaun Maguire, sionista e apoiador declarado do presidente Donald Trump, fez declarações islamofóbicas após a vitória de Zohran Mamdani nas primárias democratas de Nova York, afirmando que o candidato “vem de uma cultura que mente sobre tudo” e está empenhado em promover “sua agenda islamista”.
A outra empresa cibernética israelense financiada pelo jogador do do Golden State Warriors é a startup de segurança em nuvem Upwind, fundada por Amiram Shachar, Lavi Ferdman e Liran Polak, que se conheceram enquanto serviam na unidade Mamram das IDF – braço de computação que constrói e mantém todo o software do exército israelense e por meio do qual toda a inteligência de sinais é processada.
Em uma publicação no LinkedIn em outubro de 2023, a Upwind afirmou que “muitos” membros de sua equipe em Israel haviam sido convocados como reservistas das IDF para o genocídio em Gaza.
A Penny Jar Capital, de Curry, investiu pela primeira vez na Upwind em 2023, quando a empresa israelense levantou US$ 50 milhões (R$ 261 milhões). Já em janeiro de 2026 a Penny Jar participou de uma rodada maior, de US$ 250 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), ao lado da Bessemer Partners, sediada no Vale do Silício.
O sócio da Bessemer que liderou o investimento na Upwind é Adam Fisher, cidadão americano-israelense que, após 7 de outubro, conclamou Israel a “esmagar Gaza com uma resposta sem precedentes”.
























