Segunda-feira, 9 de março de 2026
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A Suprema Corte de Israel suspendeu nesta sexta-feira (21/03) a decisão do governo de demitir Ronen Bar, chefe do Shin Bet, a agência de segurança interna do país, até que sejam analisados os recursos contra a sua demissão.

O tribunal informa que irá realizar várias audiências até o dia 8 de abril para examinar cinco recursos apresentados contra a decisão do Executivo de demitir o chefe do serviço de inteligência e segurança interna, anunciada no dia anterior.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, justificou na semana passada a decisão de revogar a indicação de Ronen Bar pelo fato de que havia perdido a confiança nele, desde o ataque perpetrado pelo Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.

Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram esta semana em Jerusalém e Tel Aviv para protestar contra a demissão. A mudança foi percebida pelos opositores como uma tentativa de minar instituições estatais. O Shin Bet investiga, no momento, alegações de corrupção envolvendo o Catar e membros do gabinete de Benjamin Netanyahu.

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IDF Spokesperson’s Unit photographer/Wikicommons
Ronen Bar disse que sua demissão havia sido baseada em alegações infundadas, que tinham como objetivo “impedir investigações”

De acordo com os críticos de Netanyahu, Bar estava na mira do primeiro-ministro pelas suas críticas contra o governo israelense após o ataque do Hamas a Israel que desencadeou a guerra em Gaza.

A investigação do Shin Bet sobre o caso foi apelidada de “Qatargate” pela mídia, por supostos pagamentos secretos do Catar. O inquérito cita a família do primeiro-ministro israelense, já envolvido em outras acusações de corrupção.

Em carta dirigida ao governo e publicada na quinta-feira (20/03), Ronen Bar disse que sua demissão havia sido baseada em alegações infundadas, que tinham como objetivo “impedir investigações”.