Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A Defesa Civil palestina informou nesta quarta-feira (17/12) que pelo menos 20 prédios residenciais desabaram completamente e 90 parcialmente desde que a tempestade Byron atingiu o enclave, na semana passada. De acordo com o órgão, as fortes chuvas inundaram cerca de 90% das tendas, deixando milhares de famílias sem abrigo. Ao menos 17 pessoas morreram, incluindo quatro crianças de hipotermia e o restante em decorrência de desabamento.

O prefeito de Khan Younis, sul de Gaza, Alaa al-Batta, relatou à emissora catari Al Jazeera que nenhuma ajuda entrou recentemente na região, agravando a situação humanitária. Embora a Defesa Civil fale em 17 fatalidades, o gestor contabiliza 20. 

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Na segunda-feira (15/12), a porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Amani al-Naouq, afirmou que as necessidades básicas da população em Gaza são “enormes e abrangentes”, e que os residentes precisam urgentemente de soluções a longo prazo para melhorar as condições de vida.

De acordo com al-Naouq, as inundações provocadas pelas fortes chuvas dos últimos dias afetaram também as redes de esgotos, em uma situação em que milhares de palestinos ficaram expostos a maiores riscos de doenças e infecções transmitidas pela água devido à contaminação das fontes aquíferas e mistura de resíduos. 

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“A situação na área continua a ser catastrófica, sem que a vida sequer tenha voltado ao que era antes do conflito”, afirmou a porta-voz, explicando que mais 80% da população na Faixa de Gaza foi afetada por ordens de evacuação emitidas pela ocupação israelense e é, agora, obrigada a viver sem condições e sem acesso a serviços básicos.

Ao menos 17 pessoas morreram, incluindo quatro crianças de hipotermia e o restante em decorrência de desabamento, em meio à tempestade Byron
X/Philippe Lazzarini

Pela plataforma X, o comissário geral da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA), Philippe Lazzarini, destacou que a população local está ameaçada pela hipotermia.

“As ruínas inundadas onde estão abrigados estão se desmoronando, o que os expõe ainda mais ao frio”, alertou, mencionando “contínuas restrições” promovidas por Israel na entrada de materiais de construção para abrigos em Gaza e o fato de os abastecimentos da UNRWA estarem há meses à espera para poder entrar no enclave.

“A ajuda humanitária tem de ser libertada em larga escala, sem demora, para evitar que mais famílias deslocadas corram sérios riscos”, frisou Lazzarini.