Trump diz que anunciará membros do Conselho de Paz de Gaza no início de 2026
Sem citar nomes, presidente dos EUA afirmou que 'reis, presidentes, primeiros-ministros' querem integrar grupo que supervisionará governança do enclave no cenário pós-guerra
Conforme as cláusulas previstas no plano norte-americano de 20 pontos implementado na Faixa de Gaza, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira (10/12) que anunciará os membros do Conselho de Paz – figuras que supervisionarão a governança da região no cenário “pós-guerra” – no início do próximo ano.
Durante uma fala à imprensa na Casa Branca, o mandatário reiterou que o conselho será liderado por ele e composto por outros líderes mundiais que, segundo o republicano, já demonstraram interesse em ingressar no aparato. Até o momento, no entanto, nenhuma figura política se manifestou publicamente sobre o assunto.
“Os reis, os presidentes, primeiros-ministros, todos querem fazer parte do Conselho da Paz”, afirmou. “Será um dos conselhos mais lendários de todos os tempos. Todo mundo quer estar nele”.
De acordo com as autoridades de Washington, o conselho contaria com um comitê executivo de nível intermediário liderado pelos principais assessores de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, junto com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o ex-enviado da Nações Unidas para o Oriente Médio Nikolay Mladenov.
As conversas referentes à segunda fase do plano de paz ainda estão em seus estágios iniciais, incluindo a questão do desarmamento do Hamas que, segundo o governo de Israel, trata-se de um pré-requisito para a reconstrução de Gaza.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump diz que anunciará Conselho de Paz de Gaza em 2025
Fotos Públicas/Joyce N. Boghosian
Em 17 de novembro, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução autorizando a criação de um Conselho de Paz e as nações que trabalham com ele a estabelecerem uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) temporária em Gaza, embora os Estados Unidos não tenham anunciado nenhuma adesão ainda. De acordo com o jornal Times of Israel, os Estados Unidos “ainda não convenceram nenhum país a aderir à Força Internacional de Estabilização, que será necessária para substituir as forças israelenses na metade leste de Gaza” que o regime sionista ocupa.
Redigida pelo governo Trump, a resolução na ONU descreveu o Conselho de Paz como uma administração de transição “que estabelecerá a estrutura e coordenará o financiamento para o redesenvolvimento de Gaza”. Detalhou ainda que o dispositivo funcionará “até que a Autoridade Palestina (AP) tenha concluído satisfatoriamente seu programa de reforma e possa retomar o controle de Gaza de forma segura e eficaz”.
























