Quarta-feira, 4 de março de 2026
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A União Europeia criticou as medidas aprovadas pelo gabinete de segurança de Israel para reforçar seu controle sobre a Cisjordânia, classificando-as como “mais um passo na direção errada”.

Em declaração dada nesta terça-feira (10/02), a Comissão Europeia afirmou, também, que a proposta de impor sanções a Israel pelas políticas impostas nos territórios palestinos “ainda está em cima da mesa”, incluindo a possível suspensão de algumas partes do acordo comercial entre Bruxelas e Tel Aviv.

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A postura adotada pela Europa acontece após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciar medidas que envolvem a extensão do controle israelense em áreas sob administração palestina, enfatizando que busca fortalecer os assentamentos israelenses na Cisjordânia e impedir o surgimento de uma Palestina soberana e independente.

“Continuaremos matando a ideia de um Estado palestino”, disse Katz em declaração conjunta com o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

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As medidas aprovadas facilitam a identificação de colonos como proprietários de terras na Cisjordânia e a compra de imóveis no território por pessoas de etnias não árabes.

Ainda não está claramente estabelecido quando as novas regras entrariam em vigor, mas elas não exigem nenhum trâmite adicional.

Reação árabe

Por sua vez, um grupo de estados árabes e islâmicos realizou uma declaração conjunta na qual afirmando “condenar nos termos mais fortes as decisões e medidas ilegais de Israel destinadas a impor uma soberania israelense ilegítima”.

Entre os signatários estão países como Arábia Saudita, Jordânia, Egito, Catar, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Indonésia e Turquia. Todos eles ressaltam que as novas políticas israelenses “inflamaram a violência, aprofundaram o conflito e colocaram em risco a estabilidade e a segurança regional”.

No mesmo sentido, o Reino Unido afirmou que “condena veementemente” as medidas israelenses. “Qualquer tentativa unilateral de alterar a composição geográfica ou demográfica da Palestina é totalmente inaceitável e seria incompatível com o direito internacional”, disse um comunicado britânico, que conclui com um apelo a Israel, “para que reverta essas decisões imediatamente”.

Cabe destacar que a indignação com as medidas israelenses surgiu na véspera da reunião planejada na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, programada para esta quarta-feira (03/02).

O governo dos Estados Unidos não realizou nenhum comentário formal, mas um funcionário da Casa Branca emitiu uma declaração à imprensa indicando um posicionamento contra a anexação do território palestino por parte de Israel.

“O presidente Trump afirmou claramente que não apoia a anexação da Cisjordânia por Israel (…) uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está em consonância com o objetivo desta administração de alcançar a paz na região”, diz a declaração.

Mortes e ataques

Nesta mesma terça, as forças de ocupação israelenses realizaram novos ataques aéreos, matando três civis palestinos na região central da Faixa de Gaza. De acordo com fontes médicas, um drone atingiu diretamente duas pessoas que andavam de bicicleta elétrica perto da vila de al-Masdar. Além disso, minutos depois do ataque, uma mulher foi morta por um drone quadricóptero, confirmando o uso de tecnologia de precisão para alvejar civis indefesos.

Dessa forma, vale ressaltar que o uso de drones armados em áreas residenciais e contra o transporte civil confirma a política de cerco e extermínio mantida pelo exército de ocupação.

Diante disso, o crescente número de vítimas civis acende um alerta. Centros de saúde na região informaram que o tratamento dos feridos está sendo dificultado pela escassez de suprimentos médicos, enquanto a população enfrenta o terror constante dos bombardeios aéreos.

(*) Com The Guardian e Telesur.