Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

Cerca de mil pessoas já passaram pela vigília de 24 horas em defesa da Palestina, iniciada na tarde da última terça-feira (01/07) e que se estende até esta quarta-feira (02/07) em frente ao Escritório de Representação da Presidência da República na cidade de São Paulo.

Com a participação de personalidades importantes para a questão palestina, como a coordenadora no Brasil da Rede Samidoun de Solidariedade aos Prisioneiros Palestinos, Rawa Alsagheer, a mobilização exige que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rompa as relações comerciais, acadêmicas e diplomáticas com Israel.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Em homenagem aos mais de 100 mil palestinos mortos pela guerra de Israel em Gaza, sendo mais de 70% mulheres e crianças, de acordo com a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), os manifestantes fizeram um minuto de silêncio com velas que foram colocadas no chão em frente ao acampamento.

Breno Altman, jornalista e fundador de Opera Mundi na vigília em defesa da Palestina, em São Paulo
Diogo Romão

O jornalista e fundador de Opera Mundi, Breno Altman, defendeu que as atividades da vigília são “fundamentais para a resistência do povo palestino”.

Mais lidas

“A luta armada do povo palestino jamais pode ser classificada como terrorismo. Um povo quando se levanta em armas contra seu opressor exerce seu direito à rebelião”, defendeu ainda.

Já o ativista Thiago Ávila, integrante da Flotilha da Liberdade sequestrada por Israel em junho passado, defendeu durante a mobilização: “que a gente se livre do fardo e da vergonha de sermos o 4º maior exportador de petróleo para essa entidade genocida. É urgente. É necessário. Nós não queremos fazer parte de um genocídio”.

O ativista Thiago Ávila participou da Flotilha da Liberdade para tentar levar ajuda humanitária à Gaza, mas foi sequestrado e preso por Israel em junho passado
Artur K Luz

Outras participações importantes na vigília são de Eduardo Moreira, do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), o comediante Thiago Santinelli, Leonardo Péricles, presidente do partido da Unidade Popular (UP), o historiador Ian Neves, Padre Júlio Lancellotti, a presidente estadual em São Paulo da UP, Vivian Mendes, e Guilherme Terreri (Rita von Hunty).

A organização da vigília resgata um dado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmando que o Brasil é o 12º maior parceiro comercial de Israel, representando 2,1% do comércio de Israel.

“O Governo Lula, apesar de ter sido um dos primeiros governos do mundo a se posicionar abertamente contra o genocídio contra o povo palestino, se limita a manter o repúdio no âmbito das palavras, sem tomar nenhuma ação concreta sequer em apoio ao povo palestino e de, minimamente, ruptura com Israel”, denuncia a iniciativa.

Os participantes da vigília ainda afirmam que tal neutralidade nas ações “coloca o povo brasileiro em situação de cumplicidade”.

Velas em homenagem aos 100 mil palestinos mortos pelo genocídio perpetrado por Israel
Artur K Luz

Atividades na vigília

Iniciada às 15h da terça-feira, a vigília tem contado com diversas atividades, como palestras sobre a questão palestina, sobre a luta do povo negro, aulas de boxe, cinema, barracas com livros e revistas, e atividades culturais.

Com dezenas de barracas, tendas, cozinha e espaço para crianças, o acampamento também tem garantido as refeições para os manifestantes.

Ao final da vigília, perto das 15h desta quarta-feira, ocorrerá uma assembleia final com apresentação da “Carta do povo brasileiro pelo fim das relações comerciais e militares com Israel” para ser entregue ao governo federal.