Vivendo em Israel, Quentin Tarantino diz que tem orgulho de ser 'sionista'
Declaração da esposa ao Canal 12 revela posição do cineasta, que visitou tropas israelenses em 2023
Em entrevista ao Canal 12, a modelo israelense e esposa do diretor de Pulp Fiction (1994), Daniella Pick, declarou que ela e Quentin Tarantino não pensam em se mudar de Tel Aviv para Hollywood, devido à guerra genocida de Israel contra a Palestina. Segundo Pick, Tarantino disse que “se alguma coisa acontecer, morrerá como sionista”.
A declaração partiu de Pick, que falou ao jornalista Danny Hecht sobre como o cineasta tem reagido ao atual conflito em Gaza. Segundo ela, Tarantino demonstra tranquilidade mesmo em momentos de tensão. “Quentin encara tudo da maneira mais tranquila possível”, afirmou. Em outro momento o roteirista também reiterou que “adora Israel”.
Após o início da ofensiva na Faixa de Gaza em outubro de 2023, Tarantino visitou uma base militar no sul de Israel e se reuniu com tropas da Força de Defesa de Israel (IDF) em uma foto.
Em 2024, ativistas pró-Palestina, incluindo a artista performática Crackhead Barney, confrontaram o cineasta para que falasse “liberte a Palestina” durante um protesto em Nova York, nos EUA. “Indo para Israel?”, perguntou a manifestante, que estava acompanhada de outros ativistas, quando Tarantino saía do restaurante e se dirigia a um veículo.
🇺🇸🇵🇸 “Say Free Palestine you Zionist pos”
In New York Quentin Tarantino was attacked while he was dining in a restaurant. One of the activists asked him to call her the n-work.
— Lord Bebo (@MyLordBebo) June 16, 2024
O genocídio na Faixa de Gaza promovido por Israel completa dois anos com mais de 70 mil palestinos mortos e 170 mil feridos, de acordo com as autoridades de saúde do enclave.
Boicote de Hollywood
No início deste verão, Joaquin Phoenix, Pedro Pascal, Ralph Fiennes e Guillermo del Toro estavam entre centenas de signatários de uma carta aberta criticando o silêncio da indústria cinematográfica. Em 8 de setembro, o jornal britânico The Guardian informou que outras personalidades do cinema prometeram não colaborar com instituições culturais israelenses que consideram cúmplices de “genocídio e apartheid contra o povo palestino”.
Atores de projeção mundial assinam o comunicado como Gael García Bernal, Susan Sarandon, Olivia Colman, Mark Ruffalo, Tilda Swinton, Javier Bardem e Riz Ahmed também assinam o comunicado. Além de jovens estrelas como Ayo Edebiri, Josh O’Connor, Rebecca Hall, Ilana Glazer e Aimee Lou Wood.
Segundo os profissionais do cinema, o comunicado atende “ao chamado dos cineastas palestinos, que pediram à indústria cinematográfica internacional que recusasse o silêncio, o racismo e a desumanização, bem como que ‘fizesse tudo o que fosse humanamente possível’ para acabar com a cumplicidade em sua opressão.”























