Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A Rússia lançou uma ofensiva na madrugada desta terça-feira (23/12) contra diversas regiões da Ucrânia, deixando três mortos e provocando cortes emergenciais de energia em larga escala em todo o país.

A operadora estatal Ukrenergo informou que um “ataque maciço com mísseis e drones” provocou incêndios em várias regiões, levando à imposição de “cortes de energia de emergência” em todo o país, em um momento em que as temperaturas de inverno se aproximam de zero grau na região.

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Apagões foram registrados principalmente no oeste da Ucrânia. Segundo o Ministério da Energia, as regiões de Rovno, Ternopol e Kmelnitsky enfrentaram “quase” apagões totais. Também houve interrupções significativas em Vinnitsa, Zhytomir, Chernigov, Dnepropetrovsk e Kharkov.

O ministro interino da Energia, Artyom Nekrasov, afirmou que os ataques noturnos atingiram várias subestações ligadas às usinas nucleares do país, obrigando as instalações a reduzirem sua produção por razões de segurança.

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Em publicação nas redes sociais, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que entre as três vítimas fatais do ataque estava uma criança. E afirmou que os bombardeios enviam “um sinal extremamente claro sobre as prioridades da Rússia”.

Ataques russos promovem apagão em larga escala na Ucrânia
Press Service of the Russian Ministry of Defense/TASS

Diante do risco de que os bombardeios atinjam áreas próximas à fronteira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Polônia anunciou a mobilização de caças e aeronaves de aliados para proteger seu espaço aéreo. “Estas medidas são de natureza preventiva e visam garantir e proteger o espaço aéreo”, afirmou o Comando Operacional polonês, em comunicado.

Ofensiva ucraniana

Os ataques ocorrem dias após as negociações em torno do cessar-fogo realizadas na Flórida. Os enviados do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram separadamente com delegações da Ucrânia e dos países europeus na sexta-feira (19/12); e com o representante de Moscou, Kirill Dmitriev, no final de semana.

Paralelamente às tratativas diplomáticas, a Ucrânia manteve operações militares em território russo. Segundo autoridades ucranianas, nesta segunda-feira (22/12), suas forças atingiram um terminal de petróleo, um oleoduto, dois aviões estacionados e dois navios.

No mesmo dia, um carro-bomba matou o chefe do Departamento de Treinamento Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, o Tenente-General Fanil Sarvarov, no sul de Moscou.

Svetlana Petrenko, porta-voz do Comitê de Investigação da Rússia, afirmou que a explosão foi causada por um dispositivo colocado sob o veículo. Uma investigação criminal está apurando o assassinato. Os investigadores russos avaliam a hipótese de que o ataque esteja ligado às forças especiais ucranianas. Kiev não se manifestou sobre o caso.