Quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
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O conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov afirmou nesta quarta-feira (03/12) que o encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, não prejudicou as negociações em curso para uma solução diplomática do conflito.

Questionado por um repórter se, após essas negociações, as partes estavam agora mais próximas ou mais distantes da paz, Ushakov declarou: “Com certeza, não mais distantes”. No entanto, ele enfatizou que ainda há “muito trabalho a ser feito, tanto em Washington quanto em Moscou”, acrescentando que as partes concordaram em continuar mantendo contato, especificamente com Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.

Ao comentar sobre a reunião de quase cinco horas, o assessor presidencial russo descreveu-a como “muito útil, construtiva e bastante substancial” e revelou alguns detalhes das discussões, que se concentraram principalmente na resolução do conflito ucraniano. Ele enfatizou que a reunião permitiu uma discussão detalhada sobre as perspectivas para os próximos passos rumo a uma resolução de longo prazo da crise ucraniana e sobre o conteúdo das propostas apresentadas pelos Estados Unidos a respeito dos termos de um possível acordo entre Moscou e Kiev.

Ele esclareceu, no entanto, que esses documentos foram apenas “revisados”, sem qualquer discussão sobre a redação. Acrescentou que o lado russo concordou com alguns pontos, enquanto criticou outros. “O mais importante é que houve um debate muito útil e que as partes expressaram sua disposição de continuar trabalhando juntas para alcançar uma solução pacífica e de longo prazo na Ucrânia”, afirmou Ushakov.

Reunião de quase cinco horas

Witkoff, acompanhado por Jared Kushner, chegou a Moscou na terça-feira (02/12) para se encontrar com Putin e discutir o plano de paz para o conflito ucraniano, promovido por Washington. O presidente russo recebeu o enviado especial de Trump em meio aos avanços das Forças Armadas Russas nas linhas de frente, no contexto do conflito.

Washington já discutiu sua iniciativa de paz com o lado ucraniano. Em 23 de novembro, delegações de ambos os países se reuniram em Genebra, na Suíça, onde, segundo alguns relatos da mídia, a proposta original de 28 pontos — que ignorava algumas das principais exigências de Kiev, incluindo sua recusa em ceder Donbas e sua aspiração de ingressar na OTAN — foi reduzida a uma versão de 19 pontos.

As negociações prosseguiram no domingo na Flórida, onde Witkoff, Kushner e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, se reuniram com o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou na segunda-feira (01/12) que o encontro entre Zelensky e os líderes europeus em Paris deu impulso à formulação de uma proposta europeia para uma saída negociada do conflito.

(*) com RT em espanhol