Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Milhares de pessoas foram às ruas em Kiev nesta quinta-feira (16/07) em protesto contra a decisão anunciada no dia anterior pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de demitir o ministro de Defesa, Mykhailo Fedorov.

Somente em Kiev foram mais de cinco mil pessoas nas ruas, mas também houve atos em outras cidades do país, como Odessa e Lviv.

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Um dos políticos mais prestigiados do país, Fedorov assumiu o cargo em janeiro deste ano e nele permaneceu por apenas sete meses. O atual ministro do Interior, Ihor Klymenko é considerado favorito para substitui-lo, segundo agências internacionais.

Em declarações nas redes sociais, o agora ex-ministro revelou uma disputa interna no governo ucraniano entre ele e o comandante do Exército, Oleksandr Syrskyi, e criticou Zelensky por demonstrar, em sua decisão, que tomou partido a favor do seu desafeto.

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Segundo Fedorov, Syrskyi seria responsável por ‘travar a reforma militar que o país precisa fazer se quiser ganhar a guerra (contra a Rússia)”.

“Em vez de descobrir como derrotar a Rússia, ele (Syrskyi) descobriu a fórmula de como dividir a sociedade e sabotar a unidade nacional”, acusou Fedorov.

Zelensky e Fedorov, em reunião do governo ucraniano
The Kiyv Independent

Além da queda do ministro da Defesa, o governo ucraniano também anunciou a substituição da primeira-ministra Yulia Sviridenko. Quem assumiu o cargo foi o empresário Serhiy Koretsky.

Rival político de Zelensky

No entanto, o portal ucraniano Strana afirma que o principal motivo para a demissão do ministro seria o suposto temor do presidente Volodymyr Zelenksy de que Fedorov se tornasse uma ameaça à sua liderança.

O jornal alega, entre outros argumentos, que o ministro contava com a simpatia de alguns governos europeus que veriam com bons olhos sua ascensão ao poder no lugar do atual mandatário.