Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta quinta-feira (05/03) que seu país poderia reagir de forma violenta no caso de a proposta de novo auxílio para o país siga sendo bloqueada na União Europeia.

O novo pacote de auxílio da União Europeia à Ucrânia prevê um desembolso de 90 bilhões de euros para a compra de novos armamentos para Kiev, além da imposição de uma nova rodada de sanções econômicas a Moscou.

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O principal entrave, contudo, é a posição da Hungria, que bloqueou ambas as medidas – que requer aprovação unânime entre os países-membros do bloco – em retaliação ao fato de Kiev ter cortado o trânsito de petróleo russo através do oleoduto de Druzhba.

Zelenski atribui o corte do fluxo no oleoduto de Druzhba a danos causados ​​por supostos ataques russos, enquanto a Hungria e Eslováquia acusam a Ucrânia de chantagem política devido à sua posição independente no conflito russo-ucraniano – em retaliação, ambos os países suspenderam o fornecimento de diesel para a Kiev.

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Em declaração nesta quinta, o presidente ucraniano evitou mencionar o nome do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, mas disse que “esperamos que ninguém na União Europeia bloqueie os 90 bilhões de euros e que os soldados ucranianos tenham armas”.

“Caso contrário, daremos o endereço dessa pessoa às nossas Forças Armadas, aos nossos homens, para que possam ligar para ele e falar com ele em sua língua”, acrescentou.

Troca de farpas

As críticas recíprocas entre Zelensky e Orbán tem sido frequentes desde fevereiro.

Durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, no dia 15 de fevereiro, o mandatário ucraniano disse que o premiê húngaro “nos inspira a todos na Europa, para que sejamos melhores, mesmo que seja para que nunca nos tornemos como ele: um homem que parece ter esquecido o significado da palavra vergonha”.

Em resposta, Orbán disse que o ucraniano fez “mais um discurso da campanha pela adesão da Ucrânia à União Europeia”, e que “isso ajudará muito os húngaros a enxergarem a situação com mais clareza”.

Mandatários de Hungria e Ucrânia têm trocado hostilidades nas últimas semanas
Viktor Orbán / Facebook

“No entanto, há algo que você (Zelensky) não entende: este debate não é sobre mim, ou sobre você. É sobre o futuro da Hungria, da Ucrânia e da Europa”, acrescentou.

o premiê húngaro também acusou Kiev de tentar interferir na campanha eleitoral em seu país, relacionadas ao pleito marcado para o dia 12 de abril.

Na última terça-feira (03/03), Orbán teve uma conversa por telefone com o presidente russo Vladimir Putin, que também provocou fortes críticas das autoridades ucranianas.

Com informações de RT.