Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, chegaram a Moscou neste sábado (05/09) para uma nova tentativa de destravar as negociações destinadas a encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.

A dupla deve se reunir com autoridades russas, incluindo representantes próximos ao presidente russo Vladimir Putin, antes de seguir para Kiev no domingo (06/09), onde deverá encontrar o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky.

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Conforme a Agência Ansa, Kushner, genro de Trump, e Witkoff, o seu principal negociador internacional, aterrissaram na capital russa a bordo de um Boeing da Força Aérea norte-americana, após escala em Helsinque, na Finlândia, e foram recebidos pelo conselheiro para cooperação econômica internacional do Kremlin, Kirill Dmitriev, enquanto Putin ordenou uma trégua de três dias nos ataques a Kiev, capital ucraniana.

“Bem-vindos a Moscou, pacificadores”, escreveu Dmitriev em publicação na rede social X. Ele postou fotos em que aparece cumprimentando os enviados de Trump ao pé da escada do avião no aeroporto de Vnukovo.

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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que a pausa nos bombardeios sobre a capital ucraniana coincide com a chegada dos representantes de Trump, com quem Putin planeja se reunir. “O presidente deu a ordem de não realizar ataques sobre Kiev a partir da meia-noite de hoje pelos próximos três dias”, disse ele, citado pela agência de notícias estatal russa Tass.

A viagem representa uma nova investida da Casa Branca para aproximar Moscou e Kiev após meses de impasse. Segundo a Reuters, Trump enviou os dois negociadores com uma nova proposta para encerrar o conflito, mas os detalhes ainda não foram divulgados. Em declaração na sexta-feira (04/09), o presidente norte-americano confirmou que eles levam consigo uma proposta de paz.

O principal obstáculo continua sendo territorial. Moscou exige que Kiev aceite uma nova composição territorial e abandone a perspectiva de ingresso na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), enquanto o governo ucraniano rejeita a cessão formal de território. De acordo com a Reuters, as posições dos dois lados permanecem profundamente distantes.

Diplomacia em meio aos ataques

A tentativa de reabrir as negociações ocorre enquanto Rússia e Ucrânia mantêm uma intensa campanha de ataques aéreos. Nas últimas semanas, Kiev ampliou o uso de drones contra refinarias, depósitos de combustível e outras estruturas russas. Moscou, por sua vez, intensificou os ataques contra cidades e instalações estratégicas ucranianas.

Na sexta-feira (04/09), um ataque russo atingiu a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), em Kiev. Segundo autoridades ucranianas citadas pela imprensa internacional, o ataque deixou feridos. O episódio ocorreu justamente às vésperas da chegada dos negociadores norte-americanos.

Zelensky propôs uma pausa nos ataques aéreos durante a passagem dos enviados de Trump por Rússia e Ucrânia. O presidente afirmou que Kiev não realizaria ataques durante a visita e pediu que Moscou adotasse a mesma posição. “Nosso objetivo é uma visita e negociações tão construtivas e significativas quanto possível”, disse Zelensky, segundo a emissora catari Al Jazeera.

Segundo a Associated Press, Putin havia determinado uma pausa de 72 horas nos ataques contra Kiev, a partir da meia-noite deste sábado, numa medida apresentada pelo Kremlin como parte das condições para a retomada das negociações.

Trump minimiza risco de confronto com a OTAN

Enquanto seus enviados negociam em Moscou, Trump também voltou a minimizar a possibilidade de uma expansão da guerra para países da OTAN. O presidente norte-americano afirmou que não acredita que Putin pretenda atacar território de integrantes da aliança militar.

A declaração ocorre em um momento de crescente preocupação europeia com ações russas que possam ultrapassar as fronteiras da Ucrânia. Trump já havia afirmado anteriormente que Putin “não vai atacar um território” da aliança militar.

A posição contrasta com a preocupação manifestada por governos europeus diante de episódios envolvendo drones e possíveis ações de sabotagem atribuídas à Rússia. Ainda assim, Trump mantém a avaliação de que Moscou pode ser conduzida a um acordo por meio da diplomacia.

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