Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, chegaram neste domingo (06/09) a Kiev e se reuniram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em uma nova tentativa da Casa Branca de aproximar Rússia e Ucrânia de um acordo para encerrar a guerra.

É a primeira visita dos dois negociadores à capital ucraniana desde o início da operação russa em larga escala, em fevereiro de 2022. O encontro ocorre um dia após ambos terem passado mais de três horas no Kremlin com Vladimir Putin.

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Zelensky recebeu os dois em Kiev e havia antecipado que esperava uma conversa sobre os termos para o fim da guerra e as condições para uma paz duradoura. Antes da chegada da delegação, o presidente ucraniano reuniu sua equipe de negociação para definir a posição que seria apresentada aos representantes de Trump. A Presidência ucraniana informou que a agenda inclui também conversas com autoridades europeias.

O governo ucraniano afirmou que as necessidades do país para o próximo inverno estão entre os assuntos tratados nas conversas. Segundo o Kyiv Independent, que ouviu pessoas familiarizadas com as negociações, uma parcela significativa da reunião foi dedicada à preparação da Ucrânia para os meses de inverno.

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Zelensky também havia dito antes da viagem dos emissários da Casa Branca que Kiev apresentaria aos norte-americanos suas propostas para uma paz que preservasse a segurança e a soberania ucranianas. A viagem dos emissários de Trump ocorreu em meio a uma pausa limitada nos ataques contra Kiev e Moscou, anunciada para coincidir com o período das negociações.

Além de Witkoff e Kushner, representantes europeus também chegaram a Kiev neste domingo. Conselheiros de segurança nacional do Reino Unido, França e Alemanha estavam na capital ucraniana para acompanhar as discussões, segundo informações citadas pela Reuters e agência russa Tass.

Steve Witkoff, Volodymyr Zelensky e Jared Kushner e
Enviados de Trump e Zelensky se reuniram na capital ucraniana após encontro com Putin em Moscou
Reprodução / @ZelenskyyUa

Putin recebeu os enviados por mais de três horas

A passagem por Kiev acontece depois da reunião realizada no sábado (05/09), no Kremlin, entre Putin, Witkoff e Kushner. O encontro durou mais de três horas e terminou sem anúncio de um acordo ou de um avanço concreto capaz de encerrar o conflito. A agência de notícias Reuters informou que a conversa fazia parte da retomada dos esforços diplomáticos de Trump para encontrar uma saída para a guerra, mas que não houve avanço significativo divulgado publicamente.

O assessor presidencial russo Yuri Ushakov classificou a conversa como construtiva e afirmou que foram discutidos caminhos para buscar uma solução para a guerra. O Kremlin informou oficialmente que Putin recebeu os representantes e divulgou imagens da reunião.

Antes do encontro, Putin havia dito que os contatos entre Moscou e Washington eram úteis e que a Rússia estava disposta a trabalhar com os representantes americanos. Witkoff transmitiu ao presidente russo uma mensagem de Trump e agradeceu a Moscou pelas medidas tomadas para garantir a segurança da delegação americana durante a visita.

As autoridades russas não divulgaram a proposta detalhada apresentada pelos norte-americanos. Também não foi anunciado qualquer compromisso russo com um cessar-fogo amplo ou com a retirada das forças russas dos territórios ocupados.

Negociações seguem sem acordo

A missão ocorre em um momento em que permanecem divergências importantes entre Moscou e Kiev sobre os termos de um eventual acordo. Entre os temas mais sensíveis estão o controle dos territórios ocupados pela Rússia, as garantias de segurança para a Ucrânia e as condições para um cessar-fogo permanente.

Segundo a Reuters, a reunião de Moscou não produziu até agora um avanço público nesses pontos. A Ucrânia, por sua vez, insiste que qualquer acordo precisa incluir garantias de segurança e condições que permitam uma paz duradoura.

O Kremlin mantém sua própria definição das condições para o fim da guerra. Na reunião de sábado, segundo informações divulgadas após o encontro, Putin voltou a defender suas exigências para uma solução do conflito, enquanto os detalhes das propostas levadas pelos americanos permaneceram sob sigilo.

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