Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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Donald Trump pode abandonar a guerra na Ucrânia, afirmou o filho mais velho do presidente norte-americano em declarações feitas durante o Fórum de Doha no domingo (07/12).

Trump Jr. afirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, estava prolongando a guerra porque sabia que jamais venceria uma eleição se ela terminasse. Ele também criticou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmando que as sanções europeias não estavam funcionando, pois apenas aumentaram o preço do petróleo. O empresário norte-americano descreveu o plano europeu como “vamos esperar a Rússia falir – isso não é um plano”.

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Em paralelo, o filho do líder da Casa Branca também fez acusações sobre o atual momento de corrupção que altos funcionários do governo de Kiev enfrentam, afirmando que a “Ucrânia é mais corrupta que a Rússia”. Acrescentando que os “ricos corruptos da Ucrânia fugiram do país, deixando aquele que eles acreditavam ser a classe camponesa para lutar na guerra”.

Questionado se seria possível que seu pai – que se candidatou à presidência alegando que poderia trazer a paz à Ucrânia – simplesmente abandonasse o cargo, Trump Jr. disse que talvez sim, acrescentando que Donald Trump é uma das pessoas mais imprevisíveis da política. Ele prometeu que os EUA não seriam mais “o idiota com o talão de cheques”.

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Trump Jr. afirmou ter encontrado apenas três pessoas durante sua campanha eleitoral de 2022 que consideravam a guerra na Ucrânia uma das dez principais preocupações. Uma pesquisa realizada pela The Economist /YouGov entre 28 de novembro e 1º de dezembro revelou que uma grande parcela dos norte-americanos desaprovam a forma como o presidente Donald Trump lidou com a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Segundo os dados, 56% consideram a guerra Rússia-Ucrânia como “muito importante” (29%) ou “um tanto importante” (27%) para a segurança nacional dos EUA. Sobre essa questão, os democratas (67%) consideram a guerra mais importante do que os republicanos (54%) e os independentes (51%).