Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Os ministros das Finanças do G7 declararam estar preparados para “aumentar a pressão” sobre a Rússia caso as novas negociações de paz fracassem e descreveram a “preservação da Ucrânia” como uma pauta prioritária para a agenda durante a próxima presidência francesa do bloco. A posição foi dada após uma reunião virtual na segunda-feira (08/12).

Em uma declaração conjunta, os líderes – do grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – levantaram também a possibilidade do “uso do valor total dos ativos soberanos russos congelados em nossas jurisdições até que a Rússia pague as reparações [a Kiev]”.

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No último fim de semana, a Comissão Europeia apresentou uma proposta de empréstimo de reparações, no valor total de € 165 bilhões (mais de um trilhão de reais, na cotação atual). Uma parte desse montante viria dos ativos estatais congelados da Rússia mantidos em bancos privados em toda a União Europeia, enquanto a outra de ativos armazenados na instituição financeira belga Euroclear.

“Concordamos na importância de manter a Ucrânia no centro da agenda do G7 durante a próxima presidência francesa do grupo e de fortalecer a coordenação do G7 com parceiros internacionais. Continuaremos a fortalecer nossa segurança e resiliência coletivas”, destacaram os ministros do G7, reafirmando apoio aos ucranianos “na defesa de sua integridade territorial, direito à existência, liberdade, soberania e independência”.

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Foto oficial dos líderes do G7, no Canadá, em 2025
Reprodução/G7

As autoridades ainda revelaram que “acolheram com satisfação a atualização do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a situação na Ucrânia e o acordo técnico recentemente anunciado”.

Enquanto isso, o porta-voz presidencial da Rússia, Dmitry Peskov, revelou estar em contato constante com autoridades norte-americanas, aguardando os resultados das discussões sobre o plano de paz divulgado pelos Estados Unidos com a Ucrânia. Por sua vez, o presidente Donald Trump reconheceu que Moscou está em uma posição de negociação mais vantajosa do que Kiev, em uma entrevista concedida ao diário Politico nesta terça-feira (09/12).

(*) Com Ansa e TASS