Terça-feira, 9 de dezembro de 2025
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A França está explorando opções para envolvimento direto no conflito ucraniano, revelou nesta terça-feira (02/12) o Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR).

A este respeito, a organização citou o Decreto Governamental Francês nº 2025-1030, de 31 de outubro de 2025, que autoriza o uso de empresas militares privadas para prestar assistência a “um terceiro país em situação de conflito armado”. “Até mesmo o europeu médio não tem dúvidas sobre a qual país se refere”, observou.

Segundo o SVR, os grupos móveis de defesa aérea da Ucrânia e os poucos caças F-16 norte-americanos à sua disposição são incapazes de interceptar alvos aéreos russos, enquanto operar caças Mirage e outros equipamentos exige tempo e um alto nível de especialização.

“Portanto, Kiev precisará de empresas militares privadas estrangeiras equipadas com armamento ocidental moderno, principalmente francês”, afirmou a agência. “No entanto, Paris não deve se iludir pensando que isso lhe dá carta branca e, ao mesmo tempo, permite que se esquive da responsabilidade pela participação de suas tropas no conflito“, alertou.

“A presença de empresas militares privadas francesas na Ucrânia, modestamente referidas no decreto supracitado como ‘operadoras de referência’ para o Ministério das Forças Armadas, será considerada por Moscou como envolvimento direto da França em operações militares contra a Rússia. Consequentemente, essas empresas militares privadas francesas se tornarão o principal alvo legítimo das Forças Armadas Russas”, resumiu a inteligência russa.

A Rússia reiterou que não aceitará o destacamento de contingentes ocidentais na Ucrânia “sob quaisquer condições”. “Se a expansão da OTAN é reconhecida, ao menos por Donald Trump, como uma das causas principais, então a presença de tropas da OTAN em solo ucraniano, sob qualquer bandeira e em qualquer capacidade, representa a mesma ameaça”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.