Ocidente fala em ‘ameaça russa’ para justificar confisco de ativos, diz enviado de Putin
Segundo Kirill Dmitriev, países da OTAN, UE e Reino Unido tentam encobrir problemas regionais promovendo falsa narrativa sobre Moscou
O enviado especial do presidente Vladimir Putin para investimento e cooperação econômica, Kirill Dmitriev, acusou os países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), União Europeia e Reino Unido de estarem deliberadamente promovendo narrativas sobre uma suposta “ameaça russa” para justificar a confisco de ativos russos congelados.
“Por que a OTAN, a UE e o Reino Unido estão de repente promovendo a narrativa da ‘ameaça russa’ de forma coordenada e frenética? Isso não é apenas para encobrir imigração em massa, gangues de abuso infantil, aumento das taxas de criminalidade e declínio econômico. Globalistas corruptos e belicistas simplesmente querem roubar as reservas russas”, escreveu Dmitriev nesta terça-feira (16/12) pela plataforma X.
Why are NATO/UK/EU suddenly pushing a COORDINATED & FRANTIC “Russia menace” narrative?
Not just to distract from mass migration, grooming gangs, rising crime, and economic decline.
Corrupt globalist warmongers simply want to STEAL from the Russian reserves they want to steal. https://t.co/lvBYoL7HlD
— Kirill Dmitriev (@kadmitriev) December 16, 2025
Recentemente o bloco europeu determinou o congelamento por tempo indefinido de 210 bilhões de euros (aproximadamente R$ 1,26 trilhões) em ativos russos, 185 bilhões dos quais estão bloqueados na plataforma Euroclear na Bélgica. Enquanto isso, a Comissão Europeia tenta buscar consentimento dos Estados-membros da UE para investir os recursos na Ucrânia, uma pauta que será discutida na cúpula em Bruxelas, entre 18 e 19 de dezembro.
Nenhuma concessão da Rússia
Na segunda-feira (15/12), o vice-ministro das Relações Exteriores Sergey Ryabkov agradeceu pelos esforços do governo dos Estados Unidos de Donald Trump na busca de um acordo com a Ucrânia para o fim da guerra. No entanto, reforçou que a Rússia não fará concessões em relação a Donbass, Novorossiya e Crimeia durante uma entrevista à emissora norte-americana ABC News.
“Não podemos de forma alguma comprometer isso, pois seria, em nossa visão, uma revisão de um elemento muito fundamental do nosso Estado, estabelecido pela nossa Constituição”, disse.
Segundo a autoridade, Moscou em nenhuma circunstância consentirá com o envio de tropas ocidentais na Ucrânia de qualquer forma, inclusive dentro do quadro da OTAN. “Somos mente aberta quanto às decisões que podem ser tomadas. Definitivamente, em nenhum momento subscreveremos, concordaremos, ou sequer nos contentaremos, com qualquer presença de tropas da OTAN em território ucraniano”.
(*) Com TASS
























