Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O enviado especial do presidente Vladimir Putin para investimento e cooperação econômica, Kirill Dmitriev, acusou os países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), União Europeia e Reino Unido de estarem deliberadamente promovendo narrativas sobre uma suposta “ameaça russa” para justificar a confisco de ativos russos congelados.

“Por que a OTAN, a UE e o Reino Unido estão de repente promovendo a narrativa da ‘ameaça russa’ de forma coordenada e frenética? Isso não é apenas para encobrir imigração em massa, gangues de abuso infantil, aumento das taxas de criminalidade e declínio econômico. Globalistas corruptos e belicistas simplesmente querem roubar as reservas russas”, escreveu Dmitriev nesta terça-feira (16/12) pela plataforma X.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Recentemente o bloco europeu determinou o congelamento por tempo indefinido de 210 bilhões de euros (aproximadamente R$ 1,26 trilhões) em ativos russos, 185 bilhões dos quais estão bloqueados na plataforma Euroclear na Bélgica. Enquanto isso, a Comissão Europeia tenta buscar consentimento dos Estados-membros da UE para investir os recursos na Ucrânia, uma pauta que será discutida na cúpula em Bruxelas, entre 18 e 19 de dezembro.

Nenhuma concessão da Rússia

Na segunda-feira (15/12), o vice-ministro das Relações Exteriores Sergey Ryabkov agradeceu pelos esforços do governo dos Estados Unidos de Donald Trump na busca de um acordo com a Ucrânia para o fim da guerra. No entanto, reforçou que a Rússia não fará concessões em relação a Donbass, Novorossiya e Crimeia durante uma entrevista à emissora norte-americana ABC News.

“Não podemos de forma alguma comprometer isso, pois seria, em nossa visão, uma revisão de um elemento muito fundamental do nosso Estado, estabelecido pela nossa Constituição”, disse.

Segundo a autoridade, Moscou em nenhuma circunstância consentirá com o envio de tropas ocidentais na Ucrânia de qualquer forma, inclusive dentro do quadro da OTAN.  “Somos mente aberta quanto às decisões que podem ser tomadas. Definitivamente, em nenhum momento subscreveremos, concordaremos, ou sequer nos contentaremos, com qualquer presença de tropas da OTAN em território ucraniano”.

(*) Com TASS