Orbán pede a países ocidentais que apoiem plano de Trump para paz na Ucrânia
'Abandonem as ilusões e encarem a realidade', recomendou o presidente da Hungria após encontro com Putin
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, alertou os líderes ocidentais de que o conflito ucraniano deve terminar o mais rápido possível, argumentando que “o tempo está do lado da Rússia, não da Ucrânia”, especialmente considerando a ofensiva russa bem-sucedida em todas as frentes.
Orbán está em Moscou e foi recebido pelo presidente russo Vladimir Putin, nesta sexta-feira (28/11). “O tempo está do lado da Rússia, não da Ucrânia ; isso significa que quanto mais a paz for adiada, mais pessoas e território a Ucrânia perderá”, disse ele, em entrevista ao jornal Welt, afirmando que tal cenário só poderia ser evitado se a OTAN enviasse tropas terrestres, o que desencadearia “a próxima grande guerra europeia”.
Abandonem as ilusões
Nesse contexto, ele afirmou que é necessário “abandonar as ilusões e encarar a realidade”, resumida no plano de paz dos Estados Unidos, em 28 pontos. Segundo ele, os países europeus devem aceitar que a Rússia se reintegrará à economia global, com o levantamento gradual das sanções e o uso dos ativos russos congelados para a criação de fundos de investimento russo-americanos.
“O mito de que os europeus estão financiando a guerra com dinheiro russo foi desfeito. Devemos reconhecer aos nossos cidadãos que cada euro que gastamos até agora, e cada euro que gastaremos no futuro para apoiar a Ucrânia, é pago integralmente, 100%, por cidadãos europeus”, enfatizou.

Orbán: ‘o tempo está do lado da Rússia, não da Ucrânia’
Flickr/European Parliament
Orbán acrescentou que, levando em conta essas realidades, a curto prazo, a Europa deveria iniciar negociações de alto nível com a Rússia; a médio prazo, os recursos russos deveriam ser reintegrados à economia europeia; e a longo prazo, “as capacidades militares europeias deveriam ser fortalecidas a ponto de a Europa poder se defender contra qualquer adversário em uma guerra convencional”.
Ao mesmo tempo, o líder húngaro esclareceu que o rearmamento europeu deve ser mantido dentro de “limites razoáveis” e que é necessário concluir um acordo de controle de armas com a Rússia.























