Domingo, 25 de janeiro de 2026
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou neste sábado (19/04) uma “trégua de Páscoa” na guerra contra a Ucrânia, em meio aos entraves nas negociações com os Estados Unidos para acabar com o conflito que já dura mais de três anos.

“A partir das 18h00 [meio-dia em Brasília] de hoje até a meia-noite de domingo [18h em Brasília], o lado russo anuncia uma trégua de Páscoa”, disse o líder do Kremlin em uma conversa televisionada com o chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov.

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“Ordeno a cessação de todas as ações militares para esse período”, acrescentou Putin, ao mencionar “considerações humanitárias” para justificar a cessação de ataques temporariamente. Putin também pediu que o lado ucraniano retribua ao “seguir o exemplo”. No entanto, Kiev não deu comentários imediatos sobre o assunto. 

De acordo com o mandatário, apesar da trégua, as tropas do país devem permanecer vigilantes a “possíveis violações e provocações do inimigo”, ao citar que o governo de Volodymyr Zelensky violou o acordo estabelecido em 18 de março de se abster de ataques às infraestruturas de energia. Segundo Moscou, em um mês, as forças ucranianas bombardearam 15 regiões russas.

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Em 2025, a Páscoa católica e a ortodoxa – vertente majoritária na Rússia e na Ucrânia – caem na mesma data, um fato raro desde o Grande Cisma que dividiu o cristianismo em 1054.

Mikhail Metzel/TASS
Neste sábado (19/04), presidente russo Vladimir Putin anuncia ‘trégua de Páscoa’ na guerra contra a Ucrânia

O anúncio da breve trégua se dá em meio a negociações entre o governo russo e os Estados Unidos na busca de uma “solução justa e pacífica” para a guerra.

Na quinta-feira (17/04), o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio declarou que Washington deixará de mediar os esforços para solucionar o conflito caso não veja sinais claros de que um acordo pode ser alcançado.

“Não lidaremos com isso por meses. Precisamos determinar muito rapidamente — e estou falando de uma questão de dias — se isso poderá ser feito nas próximas semanas. Se sim, nós participamos. Se não, temos outras prioridades”, afirmou Rubio.

Em 11 de abril, Putin e o enviado especial do presidente dos EUA Donald Trump, Steve Witkoff, reuniram-se em São Petersburgo para discutir o assunto. Em entrevista ao periódico Wall Street Journal, o representante norte-americano contou que as conversas com o líder do Kremlin se centraram no aspecto territorial da guerra. Segundo ele, a questão poderia ser parcialmente resolvida a favor da Rússia.

(*) Com Ansa e TASS