Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta quinta-feira (04/12) que Moscou ofereceu uma solução diplomática para o conflito no Donbass antes do início da operação militar em 2022, mas que a Ucrânia optou por uma ação armada. A declaração foi dada em entrevista à TV India Today, antes da visita oficial a Nova Délhi, e em meio a um contexto marcado pelos recentes avanços militares russos em Kharkiv, Donetsk e Zaporozhie.

O líder do Kremlin teria proposto que Kiev retirasse suas tropas do Donbass e autorizasse um processo de diálogo sob garantias internacionais. No entanto, segundo ele, “a Ucrânia preferia a guerra”.

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“Ou libertamos esses territórios à força, ou então as tropas ucranianas abandonarão esses territórios e deixarão de combater”, reiterou.

De acordo com o chefe de Estado russo, Moscou está pronta para um acordo de paz desde que Volodymyr Zelensky determine a retirada total das forças ucranianas, o reconhecimento das novas fronteiras administrativas e as condições de “neutralidade, desnazificação, desmilitarização e desnuclearização”.

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Na entrevista, Putin enfatizou que, durante oito anos, a sua nação evitou reconhecer as repúblicas populares de Donetsk e Luhansk. Por outro lado, optou por uma medida política que permitisse a restauração das relações com a Ucrânia. Porém, entendeu que “esse caminho havia sido esgotado” e que “as repúblicas estavam sendo destruídas”. 

Ainda segundo ele, como a situação atingiu “um ponto crítico”, destacou a necessidade do controle de territórios via “força das armas ou de outra forma”, referindo-se a Donetsk, Luhansk, Zaporozhye e Kherson, bem como a já integrada Crimeia e Sebastopol.

Presidente russo Vladimir Putin realiza visita de Estado a Índia
Alexander Kazakov/TASS

O Kremlin diz que a proposta apresentada por Putin no meio do ano e reiterada recentemente constitui “a base realista para um cessar-fogo duradouro”, enquanto Kiev considera inaceitável qualquer negociação que envolva ceder território.

Na última terça-feira (02/12), Putin se reuniu com os enviados dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, por quase cinco horas, em Moscou, mas não sinalizou a consolidação de um acordo.

“Cada ponto precisa ser discutido em detalhe, já que a Rússia não concorda com todos. Mas foi uma conversa necessária e absolutamente concreta”, salientou o mandatário. Segundo ele, o presidente norte-americano Donald Trump é “sincero” nos esforços para “encontrar uma solução de consenso para o problema ucraniano”, porém “essa é uma tarefa difícil”.

Em paralelo, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio reconheceu nesta semana que Washington deve necessariamente dialogar com Moscou para o fim da guerra.

(*) Com Telesur