Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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No âmbito das celebrações do 81º Dia da Vitória, na Praça Vermelha, em Moscou, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, homenageou neste sábado (09/05) os soldados que se dedicaram ao combate contra a agressão fascista na Segunda Guerra Mundial. Em discurso, o líder do Kremlin ressaltou que o feito serviu de inspiração para os militares russos “que hoje executam as tarefas da operação militar especial” na Ucrânia.

“Para nós, preservar a memória dos eventos da Grande Guerra Patriótica, sua verdadeira história e seus verdadeiros heróis é uma questão de honra”, disse o chefe de Estado. “Em memória de cada um de nós, inclinamos a cabeça diante daqueles que caíram em batalha, daqueles que foram torturados na ocupação e cativeiro, que morreram de fome na sitiada Leningrado, em outras cidades e vilarejos bloqueados, diante de todos aqueles que deram suas vidas pela Pátria, pela Rússia”.

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Putin recordou o trabalho do Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial,  destacando que os soviéticos não apenas salvaram seu povo, como também toda a Europa, já que havia países que cederam ao avanço de Adolf Hitler na região. 

O presidente também enfatizou o conflito pelo qual a Rússia está atualmente atravessando, onde as tropas nacionais “enfrentam uma força agressiva armada e apoiada por todo o bloco da OTAN”, mas que apesar disso, “nossos heróis continuam avançando”. Nesse sentido, comparou a coragem daqueles que enfrentaram os nazistas e os militares que atualmente enfrentam as forças ucranianas.

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Presidente russo Vladimir Putin homenageia soldados que combateram nazismo e fascismo na Segunda Guerra Mundial, no marco das celebrações do 81º Dia da Vitória
Grigory Sysoyev/POOL/TASS

União do povo russo

Para além do desempenho dos militares, o líder do Kremlin também elogiou o trabalho de “projetistas, engenheiros, cientistas e inventores” que se adaptaram à experiência moderna de combate, criando “modelos avançados e únicos de armamentos”. Putin sustenta que o futuro do país depende da união do povo e que “cada um contribui para a vitória alcançada tanto na linha de frente quanto na retaguarda”. 

“Não importa como a tecnologia e os métodos de guerra mudem, o principal permanece inalterado: as pessoas moldam o destino do país. Soldados e operários de fábrica, trabalhadores agrícolas, fabricantes de armas e correspondentes de guerra, médicos e professores, figuras culturais e clérigos, voluntários, empresários, filantropos — todos cidadãos da Rússia”, declarou.

A edição deste ano do tradicional desfile militar em homenagem ao Dia da Vitória, data em que a Rússia comemora o triunfo soviético na Segunda Guerra Mundial, aconteceu em formato reduzido, sem a participação massiva de equipamentos militares. A diferença é que, desta vez, de acordo com a agência TASS, o evento contou com um contingente militar da Coreia do Norte.

As celebrações contaram com uma presença reduzida de líderes estrangeiros, entre eles o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, o presidente da Bielorrússia Alexander Lukashenko, o presidente do Laos Thongloun Sisoulith, o líder supremo da Malásia Sultan Ibrahim, o presidente do Cazaquistão Kassym-Jomart Tokayev e o presidente do Uzbequistão Shavkat Mirziyoyev.

“Parabenizo vocês pelo Dia da Vitória, nosso feriado mais importante, sagrado e brilhante. Celebramos com orgulho e amor pelo nosso país, com o entendimento de que nosso dever comum é defender os interesses e o futuro da pátria”, afirmou Putin.

(*) Com Brasil de Fato, TASS e Telesur