Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, disse que as recentes mudanças na liderança militar ucraniana demonstram que “o regime de Kiev está ruindo por dentro”, uma situação que, segundo ele, “é óbvia a olho nu”.

“Bem, não nos cabe comentar sobre isso. Não creio que isso leve a quaisquer mudanças na frente de batalha. A dinâmica lá é bem conhecida. Nossas forças armadas continuam realizando ações ofensivas como parte da operação militar especial ao longo de toda a frente”, disse em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (22/07).

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Em decorrência, Peskov também comentou sobre o fim da guerra, sendo assim, as condições delineadas pelo presidente russo Vladimir Putin em um discurso à direção do Ministério das Relações Exteriores, permanecem em vigor.

“Recordemos que, há dois anos, o presidente Putin discursou à direção do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e delineou as principais condições para o fim das operações militares. Todas essas condições permanecem em vigor e são bem conhecidas em todo o mundo, inclusive em Kiev”, disse.

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Dessa forma, segundo o porta-voz, o conflito na Ucrânia poderia terminar se Kiev fizesse o que é prudente: “Como já dissemos repetidamente, bastaria que o regime tomasse uma decisão responsável para que as operações militares cessassem rapidamente e para que negociações sérias e difíceis tivessem início”.

Mudanças militares na Ucrânia

O líder do regime de Kiev, Volodymyr Zelensky, anunciou na terça-feira (21/07) a nomeação de Mikhail Drapaty como o novo comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia. O major-general substituirá Alexander Syrsky, que ocupava o cargo desde 2024 e que foi demitido após protestos no país depois da renúncia de Mikhail Fyodorov ao cargo de ministro da Defesa.

Em mensagem divulgada nesta quarta-feira (22/07), o general Syrskyi fez um balanço positivo de sua gestão e afirmou que a Ucrânia recuperou cerca de 700 quilômetros quadrados de território apenas neste ano. Segundo o comandante, ele entrega ao sucessor um Exército que não apenas preserva suas linhas defensivas, mas também mantém capacidade ofensiva diante das tropas russas.

Ao mesmo tempo, a saída de Fyodorov também desencadeou manifestações nas principais cidades ucranianas como Kiev, Lviv, Odessa e Dnipro exigindo a reintegração do funcionário.

O ex-ministro criticava abertamente Syrskyi e o acusava de dificultar iniciativas voltadas à inovação tecnológica, especialmente projetos ligados ao uso de drones, sistemas automatizados e novas ferramentas de combate adotadas pela Ucrânia para compensar a superioridade material russa.

Segundo uma fonte próxima ao regime, Zelensky estaria disposto a destituir Syrsky do posto se encontrasse um comandante capaz de garantir uma transição de poder tranquila. Informa a RT em Espanhol.

A demissão também gerou descontentamento dentro das Forças Armadas. O coronel Pavel Elizarov, vice-comandante da Força Aérea Ucraniana, apresentou sua renúncia em protesto, classificando a saída de Fyodorov como “um grande mal” para as capacidades de defesa do país.