Rubio diz que EUA estão prontos para mediar acordo entre Rússia e Ucrânia: 'tem que chegar ao fim'
Declaração ocorre após escalada de ataques em Kiev e alerta de Moscou para que estrangeiros saiam da capital ucraniana; diplomatas europeus permanecerão na cidade
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (26/05), durante uma coletiva de imprensa em Nova Delhi, que Washington continua disposto a mediar o encerramento da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“É uma guerra terrível, que já dura há mais tempo do que a Segunda Guerra Mundial e tem de chegar ao fim”, declarou. “Os Estados Unidos estão prontos e preparados para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar a facilitar o fim desta guerra e, esperamos, que surja essa oportunidade em algum momento”, acrescentou.
A declaração ocorre após a escalada russa na capital ucraniana no último domingo (24/05), seguida do alerta de Moscou para que estrangeiros e diplomatas deixem Kiev “o mais rápido possível”. Questionado sobre a advertência, Rubio afirmou que o aviso não foi direcionado apenas aos Estados Unidos. “A Rússia enviou um aviso a todas as embaixadas”, disse.
Rubio conversou por telefone com o chanceler russo, Serguei Lavrov. O diplomata informou Washington que a ofensiva militar que deixou quatro mortos e mais de 90 feridos, em diferentes localidades de Kiev, foi uma retaliação ao ataque ucraniano que matou 21 jovens em uma escola profissional na região de Lugansk.

Rubio diz que EUA estão prontos para mediar acordo entre Rússia e Ucrânia: ‘tem que chegar ao fim’
Michael Vadon / Flickr
Alerta russo
Cidadãos estrangeiros e funcionários diplomáticos foram alertados a deixarem a capital ucraniana pela chancelaria de Moscou, que advertiu para “ataques sistemáticos” contra instalações utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia na região. Nesta terça-feira (26/05), um homem morreu após bombardeios russos em Odessa.
A chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarína Mathernová, afirmou que diplomatas dos 27 países do bloco permanecerão na capital ucraniana. “A Rússia quer medo, pânico e isolamento da Ucrânia. Não vai funcionar”, declarou.
























