Rússia acusa Alemanha de criar 'território sem lei' para perseguir cidadãos russos
Porta voz do Kremlin alega que Berlim está usando as sanções da União Europeia como pretexto para assédio institucional e apreensão de bens pela alfândega alemã
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia aconselhou seus cidadãos a evitarem viagens à Alemanha, alertando que poderiam enfrentar perseguição e assédio institucional em razão de sua nacionalidade naquele país. “Instamos veementemente os cidadãos do nosso país a evitarem viajar, a menos que seja absolutamente necessário”, disse Zakharova.
Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira (25/12), a porta-voz do Ministério, Maria Zakharova, chamou a atenção para os repetidos incidentes em que russos foram submetidos a “assédio injustificado” por Berlim sob o discricionário pretexto das sanções da UE impostas devido ao conflito na Ucrânia.
As restrições se estendem até mesmo a bens comprados para uso pessoal dentro do bloco, levando funcionários da alfândega alemã a apreenderem itens de cidadãos russos quando estes deixam o país, afirmou ela. Compras acima de US$ 300 (R$ 1.662,69) são afetadas. Como resultado, as pessoas não estão apenas sendo “roubadas à luz do dia”, mas também perdendo seus voos devido a atrasos burocráticos e sendo obrigadas a comprar novas passagens, acrescentou Zakharova.
Segundo a porta-voz, a Alemanha foi “de facto transformada num ‘território sem lei’ para pessoas de uma determinada nacionalidade – neste caso, pessoas da Rússia… Os agentes da lei alemães tornaram-se algozes, perseguindo russos com uma persistência maníaca. Intimidam-nos e nem sequer escondem esse facto.”
Desde a escalada do conflito entre Moscou e Kiev em fevereiro de 2022, a Alemanha tem sido o principal apoiador da Ucrânia na União Europeia, fornecendo ao país quase € 44 bilhões (cerca de R$ 287 bilhões) em ajuda. O líder da oposição alemã, Friedrich Merz, tem repetidamente afirmado que Moscou representa uma ameaça a Berlim e a todo o bloco.
As autoridades russas rejeitam as alegações de que abrigam planos agressivos contra a UE, afirmando que são apenas falsas afirmações de políticos ocidentais para distrair o público dos problemas internos e justificar o aumento dos gastos militares.























