Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Nas primeiras horas desta quinta-feira (01/01), um ataque com drones atribuído às forças ucranianas atingiu a cidade de Khorly, na província de Kherson, deixando um saldo de 24 civis mortos e cerca de 29 feridos.

A localidade fazia parte da Ucrânia até 2022, mas passou a ser ocupada e administrada pela Rússia durante a guerra entre os dois países. O governador local, Vladimir Saldo, acusou o governo de Kiev de promover um “atentado terrorista” contra o povoado.

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“Algumas vítimas foram queimadas vivas, incluindo uma criança (…) também há, entre os feridos, casos de risco de vida, devido ao grau das queimaduras”, declarou Saldo, em entrevista à agência russa RIA Novosti.

Segundo o governador, não foi possível salvar mais pessoas devido à intensidade do fogo, e as chamas só puderam ser extintas nas primeiras horas do alvorecer.

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Saldo qualificou o ataque como “um ato deliberado de terrorismo”, e acusou o líder ucraniano Volodymyr Zelensky: “esta é a ‘paz’ à qual ele diz aspirar, segundo suas próprias palavras, mas que nós vemos aqui que são expressões de cinismo”.

Ademais, o governador comparou o ataque desta quinta ao perpetrado contra a Casa dos Sindicatos em Odessa, em 2014, quando neonazistas ucranianos incendiaram deliberadamente o prédio onde cidadãos estavam escondidos por serem contrários ao golpe de Estado realizado no país naquele ano – derrubando o governo de Viktor Yanukovych (2010-2014) – e às políticas das novas autoridades de Kiev, e tentavam se esconder de grupos extremistas, mas acabaram sendo encontrados e queimados vivos.

O governo ucraniano ainda não se pronunciou oficialmente a respeito dos acontecimentos em Kherson.

Cidade de Khorly foi atingida na madrugada por drones ucranianos
RIA Novosti

Reação do Kremlin

Em declaração oficial, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou não somente o governa da Ucrânia pelo ataque contra a província de Kherson, mas também os países que apoiam Kiev, chamando-os de “cúmplices do terrorismo”.

“Acusamos todos aqueles que financiam os bastardos terroristas na Ucrânia. Acusamos eles pelo assassinato de crianças e pela eliminação de civis, e por corromper o Estado ucraniano, transformando-o numa máquina de matar”, afirmou a porta-voz.

Em outro momento da declaração, Zakharova lembrou que “em 1943, grupos que defendiam a mesma ideologia sustentada hoje por Kiev queimavam pessoas vivas, ou as golpeavam com coronhadas de fuzil e as enterravam vivas”. Em seguida, ela citou o massacre de Khatin, na Bielorrússia, em 1943, como um desses episódios.

“Hoje, nós vimos novamente esse mesmo caráter bestial nas ações do regime de Kiev. O mesmo ódio, o mesmo terrorismo neonazista, a mesma desumanização que cresce exponencialmente, o mesmo escárnio contra uma população civil”, acrescentou a funcionária russa.

Ademais, o Kremlin informou que, simultaneamente ao ataque contra a localidade em Kherson, as forças ucranianas lançaram um ataque massivo de drones dentro do território russo, mas que, segundo Moscou, foi completamente abatido pelas defesas antiaéreas do país.

Com informações de RT.