Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Em declaração dada nesta quinta-feira (11/12), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, admitiu que o governo dos Estados Unidos instou a Ucrânia a aceitar que perdeu territórios da região do Donbas para a Rússia, como forma de aproximar posturas em favor de um possível acordo de paz permanente entre os dois países.

A reclamação de Zelensky ocorre após o vazamento na imprensa britânica de trechos do que seria a proposta de paz negociada por Washington com representantes de Moscou e Kiev.

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Um deles fala não só no reconhecimento da soberania russa em algumas regiões do Donbas que já são controladas militarmente pelas forças russas como também na imposição de uma “zona econômica livre” em cidades do Donbas que ainda estão sob controle ucraniano.

Segundo Zelensky, “não é justo pedir que a Ucrânia concorde com isso, e se estamos falando de um acordo, ele precisa ser justo”.

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Rússia conquista novo território

A queixa do mandatário ucraniano acontece no mesmo dia em que o governo russo anunciou a conquista de mais um território no Donbas.

Segundo o Kremlin, a cidade de Sivers’k passou a ser controlada militarmente pelas forças russas desde o início da semana.

Segundo o Ministério de Defesa russo, “os habitantes locais acolheram os soldados russos, que entregaram alimentos, água potável e medicamentos, e agradeceram a eles pela libertação da cidade”.

Zona econômica livre

Em outro trecho da declaração desta quinta, Zelensky questionou “quem governará este território, que eles chamam de ‘zona econômica livre’ ou ‘zona desmilitarizada’”.

“Eles (norte-americanos) não sabem e não há garantias de que os russos não poderão se apropriar desse território”, alegou o mandatário ucraniano.

“Se as tropas de um lado tiverem que recuar e o outro lado permanecer onde está, o que impedirá essas outras tropas? Ou, em outra hipótese, o que as impedirá de se disfarçarem de civis e tomem posse dessa ‘zona econômica livre’? Tudo isso é muito sério e precisa ser esclarecido”, acrescentou Zelensky.

Com informações do The Guardian.