Rússia bombardeia aeródromos e instalações militares ucranianas após ataques de Kiev
Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou 'continuará aumentando pressão' sobre forças ucranianas e voltou a criticar militarização de países europeus
As Forças Armadas Russas lançaram um ataque massivo contra instalações militares e da indústria petrolífera em Kiev e na região circundante, informou o Ministério da Defesa russo, nesta quinta-feira (02/07). As tropas de Moscou usaram armamento aéreo, terrestre e marítimo de precisão de longo alcance, além de drones de ataque.
A ofensiva atingiu instalações da indústria militar e complexos de combustível e energia em Kiev e no entorno da capital, além da infraestrutura de aeródromos militares nas regiões de Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasy, Chernihiv e Kiev. Explosões e incêndios de grande magnitude também foram relatados na capital ucraniana e em diversas outras partes do país.
Ao comentar os ataques, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov afirmou que “a Rússia continuará aumentando a pressão sobre o regime de Kiev para alcançar seus objetivos declarados”. O chefe das Forças Armadas da Rússia, general Valery Gerasimov, informou o presidente russo Vladimir Putin sobre os resultados do ataque retaliatório contra a capital ucraniana e outras localidades.
A ofensiva, enfatizou o Kremlin, teve como alvo exclusivamente instalações militares e ligadas ao complexo industrial de defesa da Ucrânia. Peskov informou que Putin mantém contato frequente com Gerasimov para acompanhar a condução da guerra na Ucrânia. “Essas reuniões acontecem regularmente, quase diariamente, mas geralmente não são transmitidas pela televisão”, afirmou.

Rússia ataca indústria militar ucraniana após bombardeios de Kiev
© Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia/TASS
Europa e Zelensky
Questionado sobre relatos de que a Ucrânia estaria preparando eleições presidenciais, Peskov afirmou que o Kremlin viu as notícias, mas não recebeu qualquer confirmação oficial, reiterando a fala de Putin de que a legitimidade do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky “continua sob sério escrutínio jurídico”.
“Não queremos comentar notícias apresentadas como ‘supostamente’. De fato, vimos notícias sugerindo que as eleições são possíveis e que discussões estão ocorrendo, mas não ouvimos nenhuma declaração oficial confirmando essa informação”, declarou.
Em relação à União Europeia, Peskov voltou a acusar o bloco europeu de aprofundar o confronto com Moscou ao reforçar sua política de defesa. “A escalada da Europa em relação à Rússia é inquestionável”, afirmou.
“À medida que a União Europeia desenvolve sua identidade de defesa, ela embarcou em um caminho de militarização e se comprometeu com o confronto com a Rússia. Certamente não podemos ignorar isso”, acrescentou.
O quadro, afirmou o porta-voz, obriga Moscou a adotar medidas adicionais para garantir sua segurança nacional e afirmou que “não deve haver dúvidas” de que o país protegerá seus interesses.
Com RT
























