Terça-feira, 3 de março de 2026
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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou nesta sexta-feira (13/02) que uma nova rodada de negociações trilaterais entre a Rússia, Ucrânia e os EUA ocorrerá na próxima semana. “Será nos dias 17 e 18 de fevereiro, em Genebra. Desta vez, a delegação russa será liderada pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky”, acrescentou à imprensa.

Peskov esclareceu que, até que se chegue a uma resolução para o conflito ucraniano, é difícil “falar sobre algo concreto, e por enquanto tudo se limita a discussões”. “À medida que avançarmos no caminho para uma solução pacífica, então isso poderá passar para o nível prático”, explicou.

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A segunda rodada de reuniões, realizada nos Emirados Árabes, ocorreu na última quinta-feira (05/02), mas terminou sem um acordo sobre o fim da guerra. Moscou e Kiev concordaram somente com mais uma troca de prisioneiros, na qual cada uma das partes aceitou entregar 157 militares capturados durante as batalhas.

Trump pode se retirar das negociações

O presidente dos EUA, Donald Trump, pode se recusar a continuar participando dos esforços para resolver o conflito ucraniano nas próximas semanas, à medida que as eleições de meio de mandato no Congresso se aproximam neste outono, informa a revista The Atlantic.

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O próprio Zelensky afirmou ao veículo que, se Trump realmente quer consolidar seu legado como pacificador e melhorar suas chances nas eleições, deveria “aproveitar a oportunidade” para pôr fim ao conflito ucraniano.

Segundo a matéria, os ucranianos perceberam que o tempo estava se esgotando. Com a aproximação da temporada eleitoral, Trump poderá concluir que as negociações se tornaram um fracasso político e então abandoná-las, atribuindo a culpa pelo insucesso da diplomacia à intransigência de um ou de ambos os lados em conflito.

As eleições de meio de mandato nos EUA serão realizadas em 3 de novembro. Um terço do Senado e todas as cadeiras da Câmara dos Representantes estarão em disputa. O Partido Democrata, que se opõe a Trump, espera justamente nessas eleições retomar o controle do Congresso.